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Brasil vai operar Embaixada do Peru na Venezuela, após Maduro expulsar diplomacia do país

06 de Agosto de 2024 | 12h 53
Brasil vai operar Embaixada do Peru na Venezuela, após Maduro expulsar diplomacia do país
Foto: Isaac Urrutia/Reuters

Os governos do Brasil e da Venezuela firmaram um acordo para que os diplomatas brasileiros fiquem responsáveis por operar as embaixadas do Peru e da Argentina em Caracas, capital venezuelana.

A decisão foi tomada após a diplomacia dos dois esses países terem sido expulsas do território venezuelano, por não reconhecerem a vitória do atual presidente, Nicolás Maduro (Partido Socialista Unidos da Venezuela), na eleição do dia 28 de julho.

O Itamaraty e o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela publicaram notas explicativas, nesta segunda-feira (5). “A custódia dos locais das Missões Diplomáticas da República Argentina e da República do Peru, incluindo seus bens e arquivos, bem como a representação de seus interesses e de seus nacionais em território venezuelano, sejam representadas, a partir de 5 de agosto de 2024, pela Embaixada da República Federativa do Brasil em Caracas”, dizem os documentos.

Na semana passada, foi informado que o Brasil administraria a embaixada da Argentina. Tal fato fez o presidente Javier Milei, declarado opositor do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), agradecer, publicamente, o apoio do Brasil. Agora, o Itamaraty também vai gestionar a Embaixada do Peru.

Ontem, também por meio de nota, o governo peruano agradeceu ao governo brasileiro “por este apoio inestimável, que reflete o excelente estado de nossas relações bilaterais, que se baseiam em laços históricos e sólidos de amizade, cooperação e integração”.

Para os chefes de estado da Argentina e Peru, Maduro não venceu as eleições na Venezuela. Eles afirmam que o vencedor do pleito foi o opositor Edmundo González, ainda que uma auditoria dos resultados não tenha sido realizada. Milei, inclusive, chegou a pedir que as Forças Armadas da Venezuela deponham o presidente venezuelano à força.

Houve divergências na contagem dos votos. Segundo a oposição, as atas apresentadas após o encerramento da votação deram a vitória a González. O governo de Nicolás Maduro não apresentou os documentos publicamente e vem entrando em confronto com manifestantes desde a divulgação do resultado que lhe deu a vitória. Houve mortes e dezenas de prisões.

Além disso, Maduro vem expulsado representações diplomáticas que contestam sua vitória. Foi o que fez com o Chile, a Costa Rica, o Panamá, a República Dominicana e o Uruguai.
 

 

*Com informações da Agência Brasil.



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