Testemunha contou que viu sniper escalando telhado e alertou seguranças, mas nada foi feito
O Serviço Secreto dos Estados Unidos confirmou que o suspeito
de desferir um tiro de fuzil AR-15 contra Donald Trump, durante um comício na
Pensilvânia, neste sábado (13), era eleitor registrado do Partido Republicano,
mesma sigla do ex-presidente norte-americano e atual candidato ao mesmo posto.
Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, foi abatido pela segurança,
após o atentado. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que
os snipers que integram a segurança
de Trump atiram no acusado. Nas gravações, também é possível ver o corpo do suposto
atirador.
O chefe de comunicações do Serviço Secreto, Anthony Guglielmi,
detalhou que o suspeito efetuou vários disparos, de uma “posição elevada”, fora
a área do evento.
Além de Donald Trump, que foi ferido, de raspão, na orelha
direita, um homem que acompanhava o comício também foi atingido por um projétil
e morreu.
Não há, até o momento, dados oficiais sobre a motivação do
atentado. A polícia norte-americana trabalha para elucidar as circunstâncias do
incidente, que, conforme a CNN, está sendo tratado como possível tentativa de
assassinato. Todo o episódio foi transmitido ao vivo, via internet.
TESTEMUNHA ALERTOU
SEGURANÇA – A uma
repórter da BBC, um dos eleitores que acompanhava o comício de Donald Trump afirmou
ter visto o suposto atirador escalando o telhado de um prédio, nas imediações, portando
uma arma longa. Ele contou que chegou a alertar a equipe de segurança, mas que nada
foi feito.
Na entrevista, o homem, identificado como Greg Smith, também
declarou não ter entendido o motivo de os agentes não terem dado importância ao
fato nem se movimentado no sentido de tirar Trump do local. "Pensei comigo
mesmo: por que Trump ainda está falando, por que eles não o tiraram do
palco?", observou, salientando que o que se sucedeu a isso foram “cinco
tiros”.
Em seu depoimento, Smith disse que o homem armado estava a
uma distância de cerca de 120 metros e que não entendeu por que Trump seguiu
com o discurso, após o aviso às autoridades.
O SUSPEITO – Thomas Matthew Crooks não tinha antecedentes criminais e era morador
do subúrbio de Bethel Park, Pittsburgh. De acordo com a mídia local, ele se
formou na Bethel Park High School, em 2022. O suspeito estava sem documentos, no
momento em que foi morto, o que atrasou a identificação.
Matthew Crooks, pai do suposto atirador, disse à CNN que
estava tentando entender o que aconteceu e que preferia esperar o desenrolar
dos fatos para falar com a polícia, antes de comentar sobre o filho.
O QUE DISSE TRUMP – Após a alta hospitalar, ainda na
noite de ontem, Donald Trump escreveu, em suas redes sociais, que tudo foi
rápido e que ouviu apenas os estampidos e, em seguida, um zumbido. “Fui
atingido por uma bala que passou pela parte de cima da minha orelha direita. Eu
sabia imediatamente que algo estava errado quando ouvi um zumbido, tiros, e
imediatamente senti a bala raspando pela pele. Muito sangue se espalhou, então
percebi o que estava acontecendo”, destacou.
*Com informações dos
portais de notícias Pragmatismo Político e Metrópoles