Principal tribunal da Organização das Nações Unidas (ONU), a Corte
Internacional de Justiça (CIJ) ordenou que o Estado de Israel suspenda, em
caráter imediato, a ofensiva bélica contra a cidade de Rafah, no Sul da Faixa
de Gaza.
A decisão faz aumentar, ainda mais, a pressão mundial sobre o
país asiático comandado por Benjamin Netanyahu, que, desde o dia 7 de outubro
de 2023, quando teve seu território invadido por membros da célula terrorista
Hamas, sediada no enclave palestino, massacra, incessantemente, a população
civil desta região. Mais de 15 mil crianças já pereceram sob as bombas
israelenses.
De acordo com a CNN Brasil, a CIJ, em Haia, na Holanda, baseou
a deliberação na ação movida pela África do Sul, que acusa Israel de genocídio
contra o povo palestino.
As decisões do tribunal são finais e vinculantes. No entanto,
a Corte não possui um mecanismo para aplicá-las. No passado, ordens da CIJ já foram
ignoradas e, conforme analistas internacionais, podem não ser acatadas, agora,
por Israel, apesar de toda a pressão que a comunidade internacional vem fazendo,
no intuito de fazer o primeiro-ministro israelense pôr fim à guerra.
Segundo a CNN, esta semana, o promotor do Tribunal Penal
Internacional (TPI), outra Corte sediada em Haia, expediu mandados de prisão
para os líderes do Hamas, assim como para Benjamin Netanyahu e o ministro da
Defesa de Israel, Yoav Gallant, sob acusações de crimes de guerra e crimes
contra a humanidade.
Israel também vem sofrendo pressões internas, tanto por parte
dos judeus ortodoxos, que são contra o massacre promovido na Palestina, quanto por
parte das famílias dos reféns israelenses detidos na Faixa de Gaza. Os parentes
das vítimas exigem negociações efetivas, a fim de que seus entes sejam
resgatados e retornem às suas casas.