Um menino de 12 anos de idade é o suposto responsável por uma
tragédia ocorrida na manhã desta terça-feira (2), em uma escola situada na
cidade de Vantaa, na Finlândia. Segundo as autoridades locais, o garoto matou
um colega e feriu mais dois alunos, com uma arma de fogo. O ataque aconteceu
por volta das 9h (3h no horário de Brasília).
Denominada Viertola, a unidade escolar tem um corpo discente
formado por crianças e adolescentes, entre 7 e 15 anos. Ao todo, são 800 alunos,
além de 90 funcionários. Professores e demais membros do corpo administrativo acionaram
a polícia, após ouvirem os disparos. A orientação passada à comunidade foi que
permanecesse em casa.
Três crianças de 12 anos foram atingidas pelos tiros. Elas
foram socorridas para um hospital da região, mas uma não resistiu aos
ferimentos. O quadro clínico das outras duas é considerado grave. Após o atentado,
o atirador fugiu.
Conforme a imprensa local, a polícia foi atrás do menino. Ele
foi encontrado às margens de um rio que corta a cidade. O suspeito, que portava
a arma do crime, não ofereceu resistência durante a detenção.
Na rede social X, o primeiro-ministro da Finlândia, Petteri
Orpo, disse estar chocado com o incidente. “A cena do tiroteio em Vantaa
choca profundamente. Os meus pensamentos estão com as vítimas, os seus entes
queridos e os restantes alunos e funcionários da escola Viertola”, escreveu.
O gestor salientou que aguarda informações das forças de
segurança. “Estamos acompanhando a situação de perto e aguardando informações
atualizadas das autoridades”, frisou.
A cidade de Vantaa é a quarta maior da Finlândia, com cerca
de 240 mil habitantes. Está localizada ao Norte da capital Helsinque. De acordo
com o portal de notícias Metrópoles, outros dois ataques a tiros em escolas da
localidade foram registrados, em 2007 e 2008. Depois disso, o governo endureceu
ainda mais as leis contra as armas.
Apesar disso, em uma população de 5,5 milhões de pessoas, 430
mil são proprietárias de armas licenciadas. O Ministério do Interior acredita
haver mais de 1,5 milhão de armamentos em circulação no país.