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Brasil apelará, novamente, a Israel, ao Egito e ao Catar, para que autorizem saída de brasileiros da Faixa de Gaza

01 de Novembro de 2023 | 14h 08
Brasil apelará, novamente, a Israel, ao Egito e ao Catar, para que autorizem saída de brasileiros da Faixa de Gaza
Foto: Reuters/Ueslei Marcelino

O Brasil fará um novo apelo a Israel, ao Egito e ao Catar, com vistas a conseguir permissão para a saída dos 34 brasileiros que estão no Sul da Faixa de Gaza. A pretensão é de que o grupo seja autorizado a cruzar a passagem de Rafah, divisa egípcia, para imediata repatriação. O Itamaraty e a Presidência da República negociam com as autoridades locais desde que o atual conflito no Oriente Médio começou, no dia 7 de outubro.

Nesta terça-feira (1º), a fronteira foi aberta pela primeira vez, para a saída de estrangeiros e palestinos feridos. Segundo a agência de notícias CNN, a ausência de brasileiros na lista foi encarada, pelo embaixador da Palestina no Brasil, como uma questão política.

Isto porque o país, apesar de condenar a ação terrorista do Hamas, que culminou na morte de 1.405 pessoas, entre israelenses e estrangeiros, no primeiro sábado de outubro, não endossa a brutal contraofensiva do Estado de Israel ao enclave palestino.

O incessante bombardeio israelense, que se estende de Norte a Sul da Faixa de Gaza, já matou quase 10 mil civis, dentre eles mais de 4 mil crianças. Estima-se que mais de 1.500 pessoas estejam sob os escombros, dentre elas, mais de mil menores de idade.

À CNN, um representante israelense negou ter vetado brasileiros. Mas a ausência de nacionais na primeira lista de pessoas autorizadas a cruzar a passagem de Rafah mobilizou o Governo do Brasil a reiniciar a articulação para tentar incluir seus cidadãos nos primeiros grupos que deixarão a Faixa de Gaza.

Segundo a CNN, o Brasil informou que irá reforçar o contato via Itamaraty e Presidência da República. Depois de participar da reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, volta ao país, nesta quarta-feira.

O órgão enfatizou que os apelos serão refeitos com as autoridades de Israel, Egito e Catar, que ajudou a articular a saída de feridos e dos primeiros estrangeiros do enclave. O Itamaraty também não descarta a possibilidade de fazer contato com o Hamas, pela repatriação dos brasileiros.

Em entrevista à CNN, o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, atribuiu a responsabilidade ao Estado de Israel. “Não há brasileiros, assim como de outras nacionalidades, por questões políticas, não é por logística. Israel não autorizou”, acusou.

A embaixada de Israel no Brasil rebateu. “Infelizmente, não é o governo de Israel que decide quem entra ou não nessas listas, mas as entidades internacionais”, justificou o porta-voz do país.

Os primeiros estrangeiros a percorrer a rota de fuga até a passagem de Rafah são oriundos da Austrália, Áustria, Bulgária, Finlândia, Indonésia, Jordânia, Japão e República Tcheca.



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