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Suspeito de matar 18 pessoas e deixar outras 13 feridas, nos EUA, é encontrado morto

28 de Outubro de 2023 | 12h 55
Suspeito de matar 18 pessoas e deixar outras 13 feridas, nos EUA, é encontrado morto
Foto: Reprodução

Robert Card, suspeito de abrir fogo contra um bar e uma pista de boliche, na última quarta-feira (25), na cidade de Lewiston, estado norte-americano de Maine, foi encontrado morto, nesta sexta-feira (27), em uma floresta nas cercanias de Lisbon, cidade localizada a 13 quilômetros do local do crime.

O ataque resultou na morte de pelo menos 18 pessoas. Outras 13 ficaram feridas, segundo declaração de Janet Mills, governadora local, nesta quinta-feira (26).

Durante as buscas, as autoridades orientaram as populações de Androscoggin e dos condados do Norte de Sagadahoc, que abrangem Lewiston e as comunidades vizinhas de Auburn e Lisbon, a permanecerem reclusas, em função do alto grau de periculosidade do assassino. Instituições de ensino e empresas foram fechadas. As medidas foram suspensas ontem.

De acordo com a CNN, o caso foi reconhecido como o tiroteio em massa mais mortífero dos Estados Unidos desde o massacre ocorrido em uma escola do ensino fundamental situada na cidade Uvalde, Texas, em maio de 2022. Na ocasião, 19 crianças e duas professoras foram assassinadas por um homem de 18 anos.

O atentado de Maine, diz a CNN, se soma a um histórico sombrio de 565 incidentes dessa natureza, em que quatro ou mais pessoas foram baleadas, excluindo o atirador, em todo o país, em 2023, segundo dados do Arquivo de Violência Armada.

O crimeNo início da noite de quarta-feira, por volta das 18h56 do horário local (19h56 no horário de Brasília), Robert Card começou a disparar a esmo, contra diversas pessoas que estavam na pista de boliche de um restaurante local.

Cerca de 12 minutos depois, a polícia foi novamente acionada para atender a ocorrência de novos disparos, desta vez, em um bar situado do outro lado da cidade. Segundo o coronel William Ross, sete pessoas morreram no boliche; oito, no bar; e outras três, em hospitais da região.

Conforme a CNN, na quinta-feira, investigadores da polícia local executaram um mandado de busca na casa de Card. O objetivo era apreender computadores, anotações, armas e qualquer evidência que pudesse indicar um plano para execução do crime. Pouco tempo depois, o carro do suspeito foi encontrado, em situação de abandono, em Lisbon.

Robert Card era instrutor certificado de armas de fogo. Autoridades policiais do Maine informaram à CNN que o acusado também integrava a Reserva do Exército norte-americano.

O armamento utilizado por Card para executar o massacre, segundo os investigadores, teria sido comprado legalmente, poucos dias antes de ele ser hospitalizado e submetido a uma avaliação psiquiátrica.

Em julho desse ano, diz a CNN, a Polícia do Estado de Nova York foi chamada a Camp Smith, em Cortlandt, base militar onde Card serviu. Isto por ele estar agindo “de forma agressiva” e parecer “embriagado”.

Três fontes ligadas à corporação teriam dito à CNN que a polícia nova-iorquina levou o suspeito para um hospital próximo, onde o mesmo teria recebido tratamento para intoxicação e liberado, no dia seguinte. A informação não foi confirmada pelo porta-voz da Polícia de Nova York, que alegou se tratar de “uma investigação ativa”, destacando que a corporação “não comenta” inquéritos “em curso”.

Ainda conforme a agência de notícias, um jurista federal teria dito que o Exército deu a Robert Card uma “referência de comando” para procurar tratamento, após ele informar aos militares do batalhão de Camp Smith que estava “ouvindo vozes” e tendo pensamentos homicidas, que o instavam a “ferir outros soldados”.

Um porta-voz da Guarda Nacional teria confirmado à CNN que Card havia sido transportado para o Hospital Comunitário do Exército Keller, na Academia Militar dos Estados Unidos, para “avaliação médica”, após oficiais da Reserva do Exército o denunciarem por “comportamento irregular”.

Fontes policiais ressaltaram que os encontros do suspeito com a Polícia de Nova York e com seus superiores da Guarda Nacional ocorreram dez dias após ele comprar o fuzil usado no crime, em uma loja de armas do Maine.

A arma, de acordo com a CNN, era um Ruger SFAR, com câmara para munição .308 de alta potência, preferida por caçadores e, também, por atiradores militares que disparam a longas distâncias. Esta seria maior e mais poderosa do que a munição normal transportada, por exemplo, nos rifles dos soldados e das equipes da Special Weapons and Tactics (SWAT).

A arma encontrada dentro do carro de Card, um Subaru Outback branco 2013, parece ser a mesma usada pelo atirador na pista de boliche e no restaurante. A informação, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente. Segundo a CNN, o FBI está periciando o armamento, a fim de encontrar impressões digitais e DNA. Depois, o artefato deverá passar por testes de laboratório, que determinarão se as munições e cartuchos encontrados no local do crime são, de fato, dele.

Junto com o rifle, Robert Card também teria comprado uma pistola semiautomática Beretta 92-F 9mm. A arma, diz a CNN, costuma ser usada por militares norte-americanos.



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