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Assembleia Geral da ONU avalia posição sobre guerra no Oriente Médio

27 de Outubro de 2023 | 10h 52
Assembleia Geral da ONU avalia posição sobre guerra no Oriente Médio
Foto: Juan Seguí Moreno/Flickr

Em reunião realizada nesta quinta-feira (26), a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) discutiu, uma vez mais, o conflito entre o Estado de Israel e o grupo extremista islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza. Representantes de 193 países participam do evento, que termina hoje (27). O objetivo é avaliar uma resolução que pede um “cessar-fogo imediato” no enclave palestino, cuja população civil vem perecendo, sob bombardeios israelenses constantes, desde que o conflito começou, no dia 7 de outubro.

Segundo a Agência Brasil, depois de vários impasses no Conselho de Segurança da ONU, países que apoiam o fim da guerra no Oriente Médio convocaram uma reunião de emergência da Assembleia Geral, na tentativa de fechar um acordo para a suspensão do ataque israelense.

Na Assembleia Geral, diferentemente do que acontece no Conselho de Segurança, os países não têm poder de vetar as resoluções. Basta que a maioria dos países concorde para que um texto seja aprovado.

O observador permanente da Palestina junto às Nações Unidas, Riyad Mansour, fez um pronunciamento durante a reunião desta quinta-feira. Ele pediu o imediato cessar-fogo. Sob forte emoção, falou sobre os mais de 7 mil palestinos mortos até aqui.

Além disso, questionou a diferença de tratamento dado às vítimas israelenses e às vítimas palestinas. “Porque se sente tanta dor pela morte dos israelenses e tão pouca dor por nós, os palestinos? Qual é o problema? Nós temos a fé errada? A cor de pele errada? A nacionalidade errada? A origem errada? Como os representantes dos países podem explicar o quão horrível é a morte de mil israelenses e não sentir o mesmo pela morte de mil palestinos que estão morrendo agora, a cada dia?”, criticou Riyad Mansour, que viu a assembleia interromper seu discurso várias vezes, para aplaudi-lo.

O representante de Israel, Gilad Erlan, também discursou, mas defendendo a ação das Forças Armadas de Israel (FDI) sobre o território palestino, que é considerada desmedida e criminosa pela ONU e outros organismos internacionais.

Segundo a Agência Brasil, Erlan chamou de absurda uma resolução pelo cessar-fogo e comparou o Hamas, cuja investida no território israelense deixou um saldo de 1.405 mortos, no dia 7 de outubro, a um câncer. “A missão de Israel é erradicar esse mal da terra. Erradicar. Hamas não pode mais existir. Nosso objetivo é a completa erradicação do Hamas e suas capacidades. E vamos usar todo o tempo que tivermos para alcançar isso. Existe apenas uma solução para curar um câncer e é extirpando cada célula cancerosa”, vociferou, ante uma assembleia totalmente silenciosa.

As tensões que envolvem o conflito se acirram casa dia mais. Hossein Amir-Abollahian, ministro das relações exteriores do Irã, usou seu tempo de fala para ameaçar os Estados Unidos, principal aliado de Israel. “Vou ser franco com o governo dos Estados Unidos, que estão gerindo esse genocídio na Palestina. Não consideramos bem-vinda a expansão da guerra na região. Mas eu aviso que se o genocídio em Gaza continuar, eles não serão poupados da guerra. Esse é o nosso lar e o Oriente Médio é a nossa região”, avisou.

Na última quarta-feira (25), durante a reunião do Conselho de Segurança da ONU, o Irã foi advertido, pelo representante dos Estados Unidos, Antony Blinken, a não entrar no conflito.

De acordo com a Agência Brasil, ainda que a Assembleia Geral resulte em uma resolução, Israel não é obrigado a seguir a recomendação da ONU. A votação, no entanto, pode demonsmostrar o isolamento israelense na guerra.



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