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Política

CPI do Shopping Popular começa a ouvir testemunhas a partir de terça

18 de Outubro de 2023 | 17h 57
CPI do Shopping Popular começa a ouvir testemunhas a partir de terça
Foto: Divulgação/Prefeitura de Feira de Santana

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal que investiga irregularidades no Shopping Popular - desde o contrato entre a Prefeitura de Feira e o consórcio gestor do empreendimento e também na relação deste com os comerciantes ali estabelecidos - finalizou esta semana a etapas de análise de 54 volumes de documentos. De acordo com o presidente da CPI,  Jhonatas Monteiro (PSOL), está marcado para os próximos dias 23 e 24 (terça e quarta da próxima semana), a partir das 14h, o cumprimento de uma nova fase dos trabalhos, quando serão ouvidos cinco depoentes como testemunhas.

O vereador assegurou, em discurso hoje na Tribuna da Câmara, que além desses primeiros depoentes, entre agentes públicos e pessoas responsáveis por pagamentos do consórcio, outras nove pessoas serão chamadas. E garantiu ter constatado, através de informações avaliadas, avanços importantes na investigação: "Naquele espaço, denominado também de Cidade das Compras, qualquer pessoa consegue perceber que tem algo muito errado. E já foi possível verificar a existência de contradição, por exemplo, entre despesas que a concessionária diz ter realizado e a falta de comprovação com as devidas notas fiscais”.

O presidente da CPI criticou o fato das secretarias municipais e o Gabinete do Prefeito não terem encaminhado a documentação requisitada pela comissão. “Realizamos nossa oitava reunião na última segunda-feira e estes órgãos da administração foram notificados pela terceira vez. Se não derem retorno às solicitações, deverão ser responsabilizados", advertiu. Ele diz ser difícil compreender o não envio de qualquer documento pelo governo, mesmo que tenham sido apontadas as diversas irregularidades que motivaram a Prefeitura fazer uma intervenção na direção do empreendimento.

O vereador Professor Ivamberg (PT) sugeriu aos membros da comissão, formada também pelo relator Luiz da Feira (Avante) e o membro Sílvio Dias (PT), que no caso de nova negativa da Prefeitura em relação à entrega de documentos, a CPI faça uma busca nos setores correspondentes, “afinal, os senhores podem fazer uma diligência diretamente nas secretarias com este objetivo”.

 

 

 

  

FONTE: Ascom/CMFS



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