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Resolução do Brasil para solucionar conflito na Faixa de Gaza é rejeitado, após veto dos EUA

18 de Outubro de 2023 | 13h 19
Resolução do Brasil para solucionar conflito na Faixa de Gaza é rejeitado, após veto dos EUA
Foto: Bryan R. Smith/AFP

Os membros do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) votaram, na manhã desta quarta-feira (18), a resolução do Brasil para solucionar o conflito entre Israel o Hamas, na Faixa de Gaza. Embora a maioria dos países tenha sido favorável, a proposta não foi aprovada.

Os Estados Unidos, único voto contrário, usaram seu poder de veto para impedir o acolhimento da medida, que foi aceita pela Albânia, China, Equador, França, Gabão, Gana, Japão, Malta, Moçambique, Suíça e Emirados Árabes. Rússia e Reino Unido optaram por se abster.

A resolução elaborada pelo Brasil pedia a abertura de corredores humanitários no enclave palestino, bombardeado por Israel desde 7 de outubro. O país também ordenou um cerco total ao território, privando os 2,3 milhão de habitantes de água, comida, remédios, combustíveis e energia elétrica.

De acordo com Linda Thomas-Greenfield, embaixadora dos Estados Unidos na ONU, o país norte-americano teria ficado "desapontado" com o fato de a proposta não mencionar o direito de autodefesa de Israel. Os Estados Unidos têm um longo histórico de apoio irrestrito ao Estado comandado por Benjamin Netanyahu.

Desde que o conflito começou, o Brasil tenta costurar um acordo voltado à proteção dos civis que padecem em meio ao enfrentamento entre Israel e o Hamas, grupo terrorista que controla o enclave.

Está expresso no documento que o Brasil condena a ação dos radicais islâmicos, que invadiram o território israelense e atacaram civis brutalmente. No texto, o Brasil pede ao Hamas a "libertação imediata e incondicional de todos os reféns civis, exigindo a sua segurança, bem-estar e tratamento humano, em conformidade com o direito internacional".

Além disso, solicitava a imediata revogação da ordem de evacuação do Norte da Faixa de Gaza, dada por Israel na quinta-feira (13), e pedia a criação de pausas humanitárias, a fim de que fosse garantido acesso seguro e "ininterrupto" de ajuda humanitária.

O documento também enfatizava a urgente necessidade de fornecimento dos serviços e suprimentos essenciais à vida. Segundo a Agência das Nações Unidas de Assistência e Trabalho para Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA), o bloqueio total importo por Israel agravou a crise humanitária na Faixa de Gaza. "As pessoas em Gaza têm acesso severamente limitado à água potável. Como último recurso, elas estão consumindo água salobra proveniente de poços agrícolas, o que suscita sérias preocupações quanto à propagação de doenças transmitidas pela água", disse a entidade. 



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