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Presidente do Egito declara que reação de Israel excedeu autodefesa e virou punição coletiva

16 de Outubro de 2023 | 12h 22
Presidente do Egito declara que reação de Israel excedeu autodefesa e virou punição coletiva
Foto: Reuters/Saleh Salem

O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, afirmou, neste domingo (15), que a reação de Israel ao ataque terrorista do Hamas excedeu o direito à autodefesa, transformando-se em "punição coletiva".

A declaração foi dada durante a visita do secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, ao país africano. "A reação foi além do direito à legítima defesa, transformando-se em punição coletiva para 2,3 milhões de pessoas em Gaza", disse o egípcio.

Na ocasião, a mídia local veiculou que Fattah al-Sisi também condenou a inexistência de uma política para os palestinos, enfatizando que isto resultou em uma “uma explosão de raiva”.

Para a autoridade egípcia, o atual conflito entre Israel e o Hamas, grupo extremista islâmico que controla a Faixa de Gaza, pode ter consequências desastrosas para toda a região.

Egito e Israel mantêm relações diplomáticas e econômicas com Israel, durante. Em função disso, as declarações do governante egípcio foram encaradas como as mais duras feitas, até aqui, por um líder árabe.

Os dois países negociam uma tratativa para a abertura temporária da fronteira Sul de Gaza. A ideia é criar um corredor humanitário na passagem de Rafah, para o resgate de civis da área da guerra.

Segundo o secretário de Estado norte-americano, seu giro pelo Oriente Médio também visa encontrar saídas diplomáticas para resolver o impasse. Em entrevista coletiva, concedida após o encontro com Fattah al-Sisi, Blinken disse que busca "entender como cada um está vendo a crise e como pretendem lidar com as preocupações que surgem”. Ele já se reuniu com os líderes do Catar e da Arábia Saudita.

O Egito alega que a lentidão em abrir sua fronteira se deve a problemas estruturais pós-bombardeios israelenses e a entraves burocráticos, como a falta de documentação das pessoas que querem entrar no país. “A fronteira está aberta. A passagem de Rafah está aberta e sempre esteve. Mas fomos alvos de bombardeios aéreos e as estradas não estão em condições de receber os comboios”, justificou o ministro de negócios Estrangeiros do Egito, Sameh Shoukry, em entrevista à CNN.

Ele garantiu que o Egito trabalha para evacuar cidadãos estrangeiros do enclave, em conjunto com as diversas embaixadas. “Do nosso lado, estamos buscando melhorar a coordenação aqui para receber as pessoas”, disse o ministro, salientando que o Egito também costura acordo com Israel, visando o envio de ajuda humanitária aos palestinos.



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