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Brasileiros chegam ao Sul da Faixa de Gaza e esperam travessia para o Egito, de onde serão repatriados

14 de Outubro de 2023 | 14h 47
Brasileiros chegam ao Sul da Faixa de Gaza e esperam travessia para o Egito, de onde serão repatriados
Foto: Divulgação/Itamaraty

Dezesseis brasileiros que estavam no Norte da Faixa de Gaza chegaram à cidade de Khan Younes, no Sul do território, neste sábado (14). Eles aguardam o início da operação de repatriação negociada pelo governo brasileiro com o Egito e com Israel.

De acordo com a Agência Brasil, o grupo estava, até a manhã de hoje, em uma escola católica da Cidade de Gaza, que recebeu ordem de evacuação do Estado de Israel, na última quinta-feira (12). Agora, encontram-se hospedados no prédio de uma família brasileira de descendência palestina.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil chegou a suspender a travessia, por questões de segurança. No entanto, o Itamaraty decidiu retomar os planos, em caráter emergencial, em função do agravamento do conflito na região.

A segunda etapa da operação, diz a Agência Brasil, envolve a passagem para o Egito, pela fronteira de Rafah. O embaixador do Brasil na Palestina, Alessandro Candeas, disse que ainda não há data prevista, mas que 22 brasileiros serão conduzidos a um aeroporto, a fim de que sejam resgatados pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Do total de 22 pessoas que esperam pela repatriação, 14 são crianças, oito são mulheres e seis são homens adultos. "O plano, hoje de manhã, era ir para Rafah e, de lá, cruzar a fronteira para o Egito. Estava tudo pronto pra isso, mas meia-hora antes do deslocamento, que deveria se iniciar às 12 horas (hora local), recebemos a informação de que tudo isso havia sido cancelado. Ou seja, a fronteira foi cancelada", relatou Candeas, referindo-se à decisão de Israel de não permitir mais a saída dos brasileiros e outros estrangeiros, neste sábado.

O embaixador ressaltou, ainda, que havia a ideia de um comboio internacional. “Além do nosso ônibus, outros ônibus iriam também, juntos, com outros funcionários internacionais. Tudo isso foi cancelado por Israel e a fronteira foi novamente fechada. Com isso, evidentemente, nosso público, os brasileiros, ficaram muito aflitos dentro da escola", disse.

Conforme a Agência Brasil, Alessandro Candeas informou que a situação na região é cada vez mais tensa. Ele contou que a embaixada chegou a receber informações de que um prédio vizinho à escola onde o grupo de brasileiros estava seria bombardeado proximamente. "Ou seja, reunidas todas as condições adversas à decisão e, evidentemente, consultei o grupo; consultei e pedi instruções a Brasília, ao Itamaraty, e a decisão foi retirar o nosso pessoal da escola e, como havíamos pensado ontem, colocá-los nessa cidade, que se chama Khan Younes, e que fica a pouco mais de 10 quilômetros da fronteira e onde eles aguardarão que a fronteira seja reaberta. É muito mais seguro esperar em Khan Younis do que em Gaza", observou.



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