A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que
investiga os atos golpistas protagonizados por apoiadores do ex-presidente Jair
Bolsonaro (PL), no dia 8 de janeiro de 2023, espera ouvir, nesta quinta-feira
(21), o depoimento de Wellington Macedo de Souza. O blogueiro bolsonarista foi
condenado por tentar explodir uma bomba nas proximidades do Aeroporto
Internacional de Brasília, em dezembro de 2022. O artefato estava instalado em
um caminhão e apresentou falha.
Wellington de Souza passou mais de três meses foragido, mas
acabou preso, no último dia 14, pela Polícia Nacional do Paraguai, que atuou em
colaboração com a Polícia Federal (PF) do Brasil. Ele havia sido condenado no
dia 18 de agosto, a seis anos de prisão, em regime inicial fechado. Na ocasião,
o então foragido também foi punido com a imposição de uma multa estabelecida em
R$ 9,6 mil.
De acordo com a CNN Brasil, durante o governo Bolsonaro, o
agora condenado integrou a equipe do Ministério da Mulher, da Família e dos
Direitos Humanos, comandado, à época, por Damares Alves.
A convocatória para que Wellington Macedo de Souza prestasse depoimento
de na CPMI partiu da senadora Eliziane Gama (PSD-MA), presidente do grupo de
trabalho temporário que investiga os crimes cometidos contra a Administração
Pública; do senador Jorge Kajuru (PSB-GO); e dos deputados Rogério Correia
(PT-MG), Duarte Jr. (PSB-MA) e Duda Salabert (PDT-MG).
NOVAS OITIVAS – Segundo a CNN, a base governista da
Comissão Parlamentar também quer ouvir, uma vez mais, o tenente-coronel Mauro
Cesar Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, e o militar e ex-ministro
Walter Braga Netto, que comandou a Casa Civil durante a gestão do ex-presidente.
Os depoimentos devem ocorrer, respectivamente, nos dias 3 e 5
de outubro, portanto, uma semana antes de a senadora Eliziane Gama (PSD-MA)
apresentar o parecer final sobre os trabalhos da CPMI, o que deve ocorrer na
segunda quinzena de outubro.
A intenção do colegiado também é ouvir Mauro Cid antes de Braga
Netto, isto porque integrantes da CPMI estão cientes de que o ex-chefe da Casa
Civil foi citado em diversos depoimentos do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.