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Política

Na Onu, Lula diz que mudança climática e desigualdade são os principais desafios globais

19 de Setembro de 2023 | 12h 36
Na Onu, Lula diz que mudança climática e desigualdade são os principais desafios globais
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira (19), durante a abertura da 78ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que o combate às mudanças climáticas e às desigualdades estão entre os principais desafios a serem vencidos pelos líderes mundiais.

Segundo a Agência Brasil, ao abrir o debate de chefes de Estado, Lula lembrou a primeira vez que participou do evento, em 2003. “Volto, hoje, para dizer que mantenho minha inabalável confiança na humanidade. Naquela época, o mundo ainda não havia se dado conta da gravidade da crise climática. Hoje, ela bate às nossas portas, destrói nossas casas, nossas cidades, nossos países, mata e impõe perda e sofrimento aos nossos irmãos, sobretudo aos mais pobres”, afirmou.

O presidente brasileiro também prestou condolências às vítimas do terremoto no Marrocos, das tempestades que atingiram a Líbia e dos temporais que assolaram o estado do Rio Grande do Sul, no Brasil. E declarou que, para vencer as desigualdades, é preciso vencer a resignação e a falta vontade política daqueles que governam o mundo.

Com esta observação, o chefe de Estado lembrou que um dos temas centrais de seu discurso de anos atrás foi a fome e que a pobreza continua em sua pauta política. “A fome, tema central da minha fala neste Parlamento mundial 20 anos atrás, atinge, hoje, 735 milhões de seres humanos que vão dormir, esta noite, sem saber se terão o que comer amanhã. O mundo está cada vez mais desigual. Os dez maiores bilionários têm mais riqueza que os 40% mais pobres da humanidade”, destacou.

Conforme a Agência Brasil, este ano, a assembleia da ONU traz como debate geral o tema “Reconstruir a confiança e reacender a solidariedade global: acelerando ações para a Agenda 2030 e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável rumo à paz, prosperidade, ao progresso e à sustentabilidade para todos”. Neste, os chefes dos Estados-membros são convidados a discursar apontando suas visões e preocupações diante do sistema multilateral.

Tradicionalmente, o governo brasileiro é sempre o primeiro a discursar. Depois, fala o presidente dos Estados Unidos. O trâmite foi assim estabelecido nos primórdios da organização da assembleia, no fim dos anos 1940. 

É a oitava vez Lula abre o debate dos chefes de Estado. Durante seus dois primeiros mandatos como presidentes do Brasil, ele participou de todas as edições do evento, entre 2003 e 2009. Já em 2010, foi representado pelo então ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, atual assessor especial da Presidência. 

O governante desembarcou em Nova York na noite do último sábado (16). E já participou de diversas reuniões com empresários e autoridades estrangeiras. Amanhã (20), ele tem um encontro marcado com Volodimir Zelensky, presidente da Ucrânia, e também será recebido pelo atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, com quem lançará uma iniciativa global para promoção do trabalho decente.



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