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Política

Mauro Cid diz que entregou dinheiro das joias nas mãos de Bolsonaro, segundo revista

15 de Setembro de 2023 | 11h 53
Mauro Cid diz que entregou dinheiro das joias nas mãos de Bolsonaro, segundo revista
Foto: Reprodução/Twitter

O tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), teria confessado à Polícia Federal (PF) ter entregado o valor da venda de joias oficiais, "em mãos", ao ex-presidente. A afirmação é da revista Veja.

O veículo de imprensa disse ter tido acesso aos depoimentos do militar, após o mesmo assinar o acordo de delação premiada que o libertou da prisão, no dia 9 de setembro, após 4 meses de reclusão. 

Antes da soltura, Mauro Cid detalhou, em depoimentos à PF, a sua participação em dois casos investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF): a fraude no sistema do Ministério da Saúde (MS), para inserção de dados falsos acerca da imunização contra a covid-19 em cartões de vacinação; e a tentativa de comercialização de joias, relógios, canetas e outros presentes diplomáticos de nações estrangeiras recebidos pelo ex-presidente.

No caso das joias,  o militar admitiu a venda de dois relógios de luxo e confirmou ter repassado o dinheiro obtido no negócio a Bolsonaro. “O presidente estava preocupado com a vida financeira. A venda pode ter sido imoral? Pode. Mas a gente achava que não era ilegal”, teria alegado o ex-ajudante de ordens, durante o depoimento.

Com relação aos cartões de vacinação, o tenente-coronel assumiu a responsabilidade pela tentativa de fraude. Ele disse ter emitido documentos que atestavam que ele, a mulher e as filhas haviam recebido os imunizantes contra a Covid-19. De acordo com o militar, a ideia é era ter uma espécie de ‘salvo-conduto’, caso a família fosse alvo de perseguições, após o término do governo Bolsonaro.

GOLPE – O militar também falou sobre um roteiro de teor golpista encontrado em seu celular. O documento versava sobre a anulação das eleições de 2022, sobre uma intervenção no Supremo Tribunal Federal (STF) e sobre a convocação de um novo pleito.

Segundo a Veja, Mauro Cid afirmou que, por causa do cargo que exercia, seu telefone canalizava incontáveis mensagens sobre diversos assuntos. Segundoe ele, por causa disso, várias pessoas lhe encaminharam o que chamou de planos mirabolantes. “Eu recebia um monte de besteira nesse sentido, de gente que defendia intervenção, mas não repassava para o presidente. Qual o valor daquele texto encontrado no meu celular?”, questionou.

O tenente-coronel foi liberado do cárcere pelo STF sob uma série de exigências. Ele está obrigado a usar tornozeleira eletrônica, permanecer em casa durante a noite e nos fins de semana, além de e comparecer, semanalmente, ao Judiciário de Brasília.



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