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Política

Braga Netto tem sigilo telefônico quebrado pela Polícia Federal

12 de Setembro de 2023 | 10h 51
Braga Netto tem sigilo telefônico quebrado pela Polícia Federal
Foto: reprodução

O ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro (PL), general Walter Souza Braga Netto, teve o sigilo telefônico quebrado, nesta terça-feira (12), pela Polícia Federal (PF). O militar é alvo de uma operação que investiga um esquema de corrupção na compra de coletes balísticos durante a intervenção federal no Rio de Janeiro, em 2018.

De acordo com a CNN Brasil, o objeto da ação é um contrato de compra no valor de R$ 40 milhões feito sem licitação. O documento assinado pelo então ordenador de despesas Francisco de Assis Fernandes foi ratificado por Braga Netto, então interventor.

Ao todo, a PF cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em quatro unidades federativas: Rio de Janeiro (10), São Paulo (3), Distrito Federal (2) e Minas Gerais (1).

O inquérito aponta crimes de patrocínio de contratação indevida; dispensa ilegal de licitação; corrupção ativa e passiva; e organização criminosa, todos supostamente praticados por servidores públicos federais quando da contratação da empresa americana CTU Security LLC.

Segundo a PF, o então governo brasileiro, por meio do Gabinete de Intervenção Federal no Rio de Janeiro, adquiriu 9.360 coletes balísticos com sobrepreço.  

As investigações, conforme a CNN, tiveram início após uma comunicação de crime emitida pelas autoridades americanas ao Brasil. O Tribunal de Contas da União (TCU) encaminhou, então, quatro documentos das compras das contratações de coletes balísticos apontando indícios de conluio entre as empresas. Também ficou evidente que as partes envolvidas tinham conhecimento prévio da intenção de compra dos coletes pelo gabinete, estimando um valor total global do potencial sobrepreço de R$ 4.640.159,40.

O ex-ministro Braga Netto não se manifestou oficialmente, até o momento. À CNN, ex-assessores do Gabinete de Intervenção Federal informaram que os coletes não foram recebidos. E que o próprio gabinete cancelou a licitação, em função de irregularidades no processo.



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