A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura os
atos golpistas que culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três
Poderes da República, no dia 8 de janeiro, aprovou, na sessão desta
quinta-feira (24), a reconvocação do tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid,
ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O oficial da ativa do Exército Brasileiro prestou depoimento
na CPMI no dia 11 de julho, mas, frente aos questionamentos dos parlamentares, preferiu
utilizar-se da prerrogativa legal de ficar calado.
Mauro Cid foi preso preventivamente no dia 3 de maio, no
âmbito da Operação Venire, autorizada
pelo ministro Alexandre de Moraes, do membro do Supremo Tribunal Federal (STF)
e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para apuração de indícios de
falsificação de dados de vacinação da Covid-19.
Na ocasião, a PF descobriu a inserção de dados falsos no
sistema do Ministério da Saúde (MS), com o intuito de emissão de certificados
que viabilizassem uma viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos.
O militar depõe, nesta quinta-feira, na Comissão Parlamentar
de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito
Federal (CLDF).
Sobre o tenente-coronel pesa, ainda, a acusação de negociação ilegal de presentes diplomáticos recebidos pelo ex-presidente. A Polícia Federal (PF) afirma que Mauro Cid intermediou a venda ilegal de joias e relógios nos Estados Unidos. E que, para tanto, contou com a ajuda do pai, o general Mauro Cesar Lourena Cid. O inquérito aponta que as contas do general teriam sido usadas para o repasse do dinheiro da venda dos presentes.