A 15ª Cúpula dos Chefes de Estado do Brics, grupo formado pelo
Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, chegou ao segundo dia, com a
realização, na manhã desta quarta-feira (23), da plenária principal entre os
chefes de Estado presentes. O encontro aconteceu em Joanesburgo, capital
sul-africana, às 10h horas da manhã (horário local), 5h em Brasília. Os líderes
presentes discursaram sobre a expansão do bloco.
A primeira reunião realizada presencialmente desde o início
da pandemia de covid-19 conta com a participação dos presidentes Luiz Inácio
Lula da Silva (Brasil), Cyril Ramaphosa (África do Sul) e Xi Jinping (China), e
do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. O presidente da Rússia, Vladimir
Putin, participa de forma remota.
De acordo com a Agência Brasil, o Ministério das Relações
Exteriores brasileiro informou que, ao menos, 22 países já manifestaram,
formalmente, o interesse em integrar o Brics. A lista inclui Argentina,
Arábia Saudita e Irã.
Um dos temas da cúpula é o uso de moedas locais para
transações comerciais entre os países do bloco. Na manhã de hoje, a cúpula também
realizou uma plenária ampliada, com a participação de cerca de 40 países
convidados. Chefes de Estado e de governo de nações interessadas em integrar a
aliança marcaram presença, a exemplo de representantes da África, da América do
Sul, do Caribe e da Ásia.
Amanhã (24), último dia do evento, duas sessões de diálogos de
países amigos do Brics estão previstas. O encontro inclui iniciativas de
projeto de cooperação envolvendo nações do continente africano
(Brics-Africa Outreach) e de outras regiões do planeta (Brics Plus).
Nesta terça-feira (22), o presidente Lula participou da
abertura do Fórum Empresarial, ao lado dos líderes da Índia e África do Sul. Na
ocasião, o brasileiro disse que o novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) lançando pelo País
deve movimentar um total de US$ 340 bilhões e gerar oportunidades para os
países do bloco.
Angola e São Tomé e Príncipe – A agenda do chefe de Estado
também inclui, nos dias
25 e 26 de agosto, visita a Angola. Em Luanda, capital do país africano, o
político será recebido pelo presidente João Lourenço, com quem terá uma reunião
privada e outra ampliada, já no primeiro dia. A cooperação bilateral e o
reforço das ligações históricas serão os principais discutidos.
Na Assembleia Nacional de Angola, Lula participará de um
seminário, onde falará sobre projeto no vale do Cunene. Também se encontrará
com o setor empresarial, evento que deve contar com a presença de cerca de 60
empresários brasileiros. Assinaturas de atos e memorandos nas áreas de
agricultura, processamento de dados, saúde e educação também estão previstas.
No domingo (27), o presidente viaja a São Tomé, capital de São Tomé e Príncipe, a fim de participar da 14ª Conferência de Chefes de Estado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A entidade é formada por membros de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Em seguida, o presidente retorna ao Brasil.