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Política

Delgatti depõe à PF e advogado diz que há provas de encontro com Bolsonaro

18 de Agosto de 2023 | 11h 54
Delgatti depõe à PF e advogado diz que há provas de encontro com Bolsonaro
Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O hacker Walter Delgatti Neto depõe, na manhã desta sexta-feira (18), à Polícia Federal (PF), em Brasília. Ele foi convocado após sua participação, ontem (17), na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura os atos golpistas do 8 de Janeiro.

Segundo a CNN Brasil, a avaliação é de que ele trouxe novos elementos durante o depoimento na CPI. Assim sendo, a PF entendeu ser necessário que ele seja novamente interrogado pelos investigadores.

Na sede da Polícia Federal, antes do início da oitiva, o advogado de Delgatti, Ariovaldo Moreira, disse aos jornalistas presentes que seu cliente prestará esclarecimento sobre o encontro que teve, em 2022, com o então presidente Jair Bolsonaro (PL). O jurista afirmou haver provas da reunião, mas disse ser impossível comprovar o conteúdo da conversa.

O advogado afirmou, ainda, que solicitará a liberdade provisória de Delgatti, sob a alegação de ele pode vir a sofrer algum tipo de atentado na prisão.

À CPMI do 8 de Janeiro, o hacker falou sobre os encontros que teve com a deputada Carla Zambelli (PL-SP), apoiadora do ex-presidente. Relatou, também, que Bolsonaro pediu que ele assumisse a autoria de um grampo supostamente feito contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. E revelou que o ex-mandatário lhe assegurou um indulto presidencial, caso viesse a ser preso por tentativa de invasão a uma urna eletrônica.

Segundo Walter Delgatti, a invasão foi feita a pedido de Carla Zambelli. Ele disse que recebeu da parlamentar o valor de R$ 40 mil para executar o serviço. A deputada nega.

DECLAração anterior – Em depoimento prestado à PF na última quarta-feira (16), o hacker contou sobre a invasão e inserção de dados falsos nos sistemas de tecnologia do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em janeiro de 2023. O crime teria sido cometido dias antes dos atos antidemocráticos que resultaram na invasão aos prédios dos Três Poderes.



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