O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família
e Combate à Fome anunciou, nesta quinta-feira (27), a retomada do Programa
Nacional de Apoio à Captação de Água de Chuva e outras Tecnologias Sociais, o Programa
Cisternas. O investimento em 2023 será de mais de R$ 562 milhões, beneficiando
60 mil famílias. Os acordos já estão firmados e os editais lançados.
De acordo com a Agência Brasil, foram lançados dois editais
para a contratação de cisternas de consumo e produção de alimentos no Semiárido
e para a contratação de sistemas individuais e comunitários de acesso à água na
Amazônia. As chamadas públicas, somadas, disponibilizarão R$ 500 milhões para a
construção das tecnologias.
Além disso, foi assinado um aditivo ao Acordo de Cooperação Técnica
(ACT) entre o MDS, a Fundação Banco do Brasil e o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Isto permite retomar a parceria
para a construção de cisternas no Semiárido.
Conforme a Agência Brasil, a iniciativa também associa a
implantação das tecnologias a repasses financeiros e assistência técnica às
famílias de produtores agrícolas de baixa renda pelo Programa Fomento Rural. O
Governo Federal vai investir R$ 46,44 milhões.
Também foi homologado um acordo judicial entre o MDS e a
Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC), que vai beneficiar 1.188
famílias e 216 escolas. Por meio do acordo, serão liberados R$ 16 milhões para
a execução do Programa Cisternas atendendo famílias de baixa renda e garantindo
o acesso a água de qualidade para consumo e produção de alimentos.
O modelo de execução do Programa Cisternas prevê parcerias entre
o Governo Federal, entes públicos e organizações da sociedade civil, por meio
de convênios ou termos de colaboração. O processo de implementação envolve as
atividades de mobilização social, capacitações e organização do processo
construtivo. E ocorre a partir da ação de entidades privadas sem fins
lucrativos, credenciadas previamente e contratadas pelos parceiros do MDS.
O programa começou a ser executado em 2003, no Semiárido brasileiro. Posteriormente, expandiu-se para outras áreas do Nordeste. Atualmente, tem experiências em outros biomas, inclusive o Amazônico. O MDS informa que, em 20 anos, mais de 1,14 milhão de cisternas foram construídas, em todo o país. Até 2016, foram entregues mais de 1 milhão de unidades.