O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), coordenador do Grupo de Trabalho
(GT) da Reforma Tributária, disse, nesta quinta-feira (6), que a Proposta de Emenda
à Constituição (PEC) referente ao tema será votada, em primeiro e segundo turnos,
na Câmara dos Deputados, até esta sexta-feira (7). A discussão começou hoje
(6), às 11 horas. A votação deve ser iniciada no final da tarde, a partir
das 18h.
Segundo a Agência Brasil, a tramitação da matéria na referida
Casa Legislativa começou ontem (5), com a leitura do parecer preliminar do
relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), em sessão plenária.
O texto apresentado propõe a substituição de dois tributos
federais (PIS e Cofins) por uma Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS),
gerida pela União; além de mais dois tributos (ICMS e ISS) pelo Imposto
sobre Bens e Serviços (IBS), gerido por estados e municípios. Já o IPI vai
virar um imposto seletivo.
A arrecadação do IBS, diz a Agência Brasil, será centralizada
e organizada pelo Conselho
Federativo. Também serão criados fundos para compensar as perdas de
entes federativos e para incentivar o desenvolvimento regional e o combate à
pobreza.
Cesta
básica – O texto do
relator prevê, ainda, alíquota zero para os itens da cesta básica. Conforme Ribeiro,
a isenção foi incluída na proposta e estará prevista na Constituição Federal. "Para
acabar com a desinformação, estamos trazendo à Constituição a cesta básica
nacional de alimentos e ela tem alíquota zero. Isso é para que ninguém diga que
vamos pesar a mão sobre os mais pobres", destacou.
Negociação
– O parlamentar
também afirmou que a PEC da Reforma Tributária ainda não traz todos os pontos
negociados com governadores e prefeitos. Ele salientou que a negociação deverá
ser aprimorada e informou que deverá conversar, ainda hoje, com os prefeitos do
Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e de Recife, João Campos. A finalidade, de acordo
com a Agência Brasil, é buscar um acordo federativo. "Estamos nesta reta
final de ajustes, e alguns pontos ainda não constam desta versão apresentada
porque ainda estamos finalizando", observou Ribeiro.
O Conselho Federativo, diz o deputado, será aprimorado a
partir de sugestões dos governadores, com o objetivo é garantir transparência e
governança ao novo órgão.
Também serão alterados, nesta quinta-feira, os critérios de distribuição do Fundo de Desenvolvimento Regional; a distribuição automática aos municípios da parte do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS); e as questões referentes à Zona Franca de Manaus.