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Política

Juros do empréstimo consignado causam indignação, diz Lula

27 de Junho de 2023 | 11h 20
Juros do empréstimo consignado causam indignação, diz Lula
Foto: TV Brasil

Nesta terça-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou os juros do empréstimo consignado. Atualmente, a taxa está fixada em 1,97%.

Segundo a Agência Brasil, no programa semanal Conversa com o presidente, Lula fez um comparativo com a taxa de juros cobrada de grandes empresários, afirmando que conversará com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para rever os juros do consignado.

O chefe de Estado reconheceu que os juros cobrados dos empresários é alto, mas enfatizou que a taxa imposta aos trabalhadores é muito mais cara. “O que me deixa indignado é que o juro do crédito consignado, que é dado para pessoas que têm emprego garantido, que é descontado no salário e, portanto, não tem como perder, é 1,97%. Juros sobre juros, dá quase 30% ao mês. Como é que o cara que ganha R$ 2 mil e pega R$ 1 mil no crédito consignado vai pagar 30% ao mês, e eu estou emprestando dinheiro para os grandes a 10% ao mês? O deles [empresários] também é caro. Mas esse [consignado] é triplamente caro”, observou.

Para Lula, nesse quesito, as camadas mais menos favorecidas da sociedade estão sendo lesadas. “Vou conversar com o Haddad, com os presidentes dos bancos, para saber como a gente está lesando o povo pobre nisso. A gente está dando como garantia a folha de pagamento e o trabalhador ainda paga mais caro que o empresário pelo empréstimo. O cara vai ao BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], pega empréstimo a 14% ao ano. É muito caro, é um roubo, mas é metade do que paga o crédito consignado, que dá garantia. Não tem como dar cano, porque desconta na folha”, analisou o presidente.

Plano Safra e agricultura familiar – Ainda conforme a Agência Brasil, durante o programa, Lula anunciou R$ 364 bilhões para um plano de financiamento da agricultura e da pecuária empresarial no país. O Palácio do Planalto informou que os recursos vão apoiar a produção agropecuária nacional de médios e grandes produtores rurais até junho de 2024.

O presidente também voltou a criticar a manutenção da atual taxa básica de juros, a Selic, em 13,75%. “Serão R$ 364 bilhões a uma média de 10% de juros ao ano. É caro. É muito caro. Esses juros poderiam ser mais baratos. Aí, tem um cidadão no Banco Central, a gente não sabe quem pôs ele lá, que traz os juros a 13,75%. Vamos emprestar R$ 364 bilhões para os agricultores do agronegócio a 10% de juros. Amanhã, vamos lançar o programa da agricultura familiar, me parece que R$ 75 bilhões, a uma taxa de juros menor do que essa”, revelou.



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