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Política

Para evitar desmatamento, Lula defende política unificada dos países da região amazônica

22 de Maio de 2023 | 10h 47
Para evitar desmatamento, Lula defende política unificada dos países da região amazônica
Foto: TV Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, neste domingo (21), durante conversa com jornalistas em Hiroshima, no Japão, uma política unificada dos países amazônicos. A ideia visa a adoção de medidas sérias, que envolvam, também, os povos indígenas, a fim de evitar o desmatamento e garantir a sobrevivência das 28 milhões de pessoas vivem na região.

Segundo a Agência Brasil, Lula enfatizou, ainda, que é preciso criar empregos limpos, promovendo o desenvolvimento sem desmatar. “Eles têm direito de viver, de trabalhar, de comer, de ter acesso a bens materiais que todos nós queremos. E, por isso, precisam explorar não desmatando. Explorar a riqueza da biodiversidade para saber se podemos extrair a possibilidade de desenvolver uma indústria de fármacos, de cosméticos, por exemplo, para gerar empregos limpos”, disse, ressaltando que não há pretensão de “transformar a Amazônia em um santuário da humanidade”.

No país asiático, Lula participou do segmento de engajamento externo da Cúpula do G7, reunião de líderes de sete das maiores economias do mundo: Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá.

Durante o evento, o presidente cobrou que os países ricos cumpram compromissos assumidos no âmbito internacional, a exemplo da doação de US$ 100 bilhões ao ano, para que países em desenvolvimento preservem suas florestas. Ele disse que, em todas as Conferências do Clima das Nações Unidas (COPs), os mesmos falam que vão doar US$ 100 bilhões. “Nós estamos aguardando”, frisou.

Para Lula, é preciso uma nova governança global, mais representativa e que estabeleça punições para os países que não cumprirem os esforços nas questões climáticas. “Ou todos nós entendemos que o barco é um só, que o planeta é redondo, ou entendemos que uma desgraça que vier vai pegar todo mundo de calça curta. Os cientistas estão nos prevenindo. Então, é importante termos clareza de que nós seremos os responsáveis de nos salvar ou de nos matar”, argumentou.

Conforme a Agência Brasil, as cúpulas do G7 costumam contar com a presença de países convidados. Nesta edição, além do Brasil, participam a Austrália, a Coreia do Sul, o Vietnã, a Índia, a Indonésia, o Comores e as Ilhas Cook. O evento contou, ainda, com a presença do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Ele participou da sessão de debates sobre o tema: “Rumo a um mundo pacífico, estável e próspero”.

Lula está no Japão desde a última sexta-feira (19), aonde vem cumprindo extensa agenda de encontros bilaterais, com reuniões com 11 chefes de governo e de entidades. “Saio mais otimista do que nunca. A chance de o Brasil estabelecer parcerias fortes na área comercial, cultural e política é muito grande”, destacou o chefe de Estado brasileiro.

O presidente observou, ainda, que “as pessoas gostam muito do Brasil, estão muito felizes com a volta da democracia no Brasil e com a volta do Brasil ao cenário internacional”. E citou que, este ano, tem agendadas duas viagens a países da África e uma viagem à Índia.

Além disso, lembrou que, em agosto, será realizada a Cúpula da Amazônia. O evento, a ser realizado em Belém, capital do estado do Pará, reunirá os chefes de Estado dos oito países que integram a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).



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