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Política

PF na Bahia diz que visita de Anderson Torres no 2º turno das eleições teve motivação política

12 de Maio de 2023 | 16h 32
PF na Bahia diz que visita de Anderson Torres no 2º turno das eleições teve motivação política
Ex-ministro da Justiça Anderson Torres, durante audiência em comissão na Câmara em 2022 - Foto: Elaine Menke/Câmara dos Deputados

Em depoimento, na quinta-feira (11), no inquérito sigiloso que apura a suspeita de que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) agiu para dificultar o acesso de eleitores às urnas – especialmente no segundo turno, no Nordeste -, o ex-diretor-geral da Polícia Federal (PF) Márcio Nunes disse que ele e Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, foram à Bahia para visitar obras e teriam aproveitado a viagem para conversar sobre a estrutura de policiamento no segundo turno.

Esse foi o mesmo argumento usado por Torres em seu depoimento. No entanto, as alegações de Nunes – assim como as de Torres – não convenceram os investigadores, que enxergam conflitos e contradições com as circunstâncias que de fato ocorreram.

Um dos motivos é que, de acordo com os três delegados que integravam a cúpula da PF na Bahia à época, a motivação da visita de Torres e Nunes foi política. Não era esperada, foi de última hora e pegou a todos de surpresa.


A reunião aconteceu na terça-feira, 25 de outubro, por volta das 11h. Durou meia hora. Segundo os delegados presentes, Anderson abriu a conversa dizendo que estava preocupado com crimes eleitorais, especialmente compra de votos, porque teve notícias de compra de voto na Bahia no primeiro turno. E que seria importante a PF reforçar a presença nas ruas com 100% do efetivo, se possível. E sugeriu atuação conjunta com a PRF.

Depois do encontro, recebido com desconfiança pelos delegados presentes, eles saíram para almoçar. O almoço atrasou e quase que não dá tempo de visitar a obra da reforma da sede da PF. Ou seja, para a cúpula da PF na Bahia, o escopo da viagem nunca foi visitar a reforma do prédio da corporação. A tônica da visita foi eleições.


Os investigadores vão ouvir agora os três delegados que cuidavam da PF na Bahia:

Ex-superintendente Regional, Leandro Almada;

Ex-Delegado Regional Executivo, Flavio Albergaria;

Ex-Delegado de Combate ao Crime Organizado, Marcelo Werner.

Atualmente, Almada é superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro, Albergaria ocupa este mesmo cargo na PF da Bahia e Werner é secretário de Segurança Pública do estado.

 

 

 

 

 


FONTE: G1



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