Morreu nesta terça-feira (9), aos 37 anos, no Rio de Janeiro,
o ex-deputado federal David Miranda. Internado desde agosto de 2022, para
tratar uma infecção gastrointestinal, ele faleceu em decorrência de uma septicemia,
estado infeccioso generalizado devido à presença de microrganismos patogênicos
e suas toxinas na corrente sanguínea.
A notícia foi divulgada, através das redes sociais, pelo
marido de David Miranda, o jornalista norte-americano Glenn Greenwald. “É
com a mais profunda tristeza que comunico o falecimento do meu esposo,
@DavidMirandaRio. Ele faria 38 anos amanhã. Sua morte, esta manhã, ocorreu após
uma batalha de 9 meses na UTI. Ele morreu em plena paz, cercado por nossos
filhos, familiares e amigos”, escreveu.
Greenwald exaltou a história e a trajetória de vida do
esposo. “A vida de David foi extraordinária em todos os aspectos. Sua mãe
morreu quando ele tinha 5 anos, deixando-o órfão em Jacarezinho. Mas uma
vizinha linda e compassiva, Dona Eliane, acolheu-o apesar de ter 4 filhos de
sua própria e profunda pobreza, tornou-se sua mãe, deu-lhe uma chance de vida”,
relatou.
O jornalista também lembrou que David Miranda foi o primeiro
homem gay eleito para o Legislativo da cidade do Rio de Janeiro, tendo
integrado, ainda, o Legislativo Nacional. “Isso deu a David a chance de viver
todo o seu potencial em uma sociedade que muitas vezes o sufoca. Ele foi a
chave para a história de Snowden, tornou-se o primeiro homem gay eleito para a
Câmara Municipal do Rio, depois, para o Congresso federal, aos 32 anos. Ele
inspirou muitos com sua biografia, paixão e força de vida”, destacou.
Além disso, Glenn Greenwald enfatizou que o marido estava
orgulhoso de ter sido nomeado pela Times como um dos “Líderes da Próxima
Geração” e mencionou o seu sonho de ser pai, concretizado através da adoção de
dois meninos. “Mas de longe o maior sonho de David, o que lhe dava maior
orgulho e propósito, era ser pai. Ele era o pai mais dedicado e amoroso. Ele me
ensinou a ser pai. E nossos meninos verdadeiramente excepcionais – com seu
próprio começo de vida difícil – é seu maior legado”, escreveu.