Em depoimento prestado à Polícia
Federal (PF), na manhã desta quarta-feira (26), o ex-presidente Jair Bolsonaro
(PL) afirmou ter compartilhado um vídeo questionando as eleições de 2022 "sem
querer".
Segundo a TV Globo, o depoimento
durou cerca de duas horas e integra o inquérito do Supremo Tribunal Federal
(STF) que apura os atos golpistas do dia 8 de janeiro. Os ataques foram
protagonizados por apoiadores de Bolsonaro e culminaram na vandalização das
sedes dos Três Poderes.
O ex-presidente chegou à sede da
PF, em Brasília, pouco antes das 8h50, acompanhado por advogados. A oitiva
terminou por volta das 11h20.
Jair Bolsonaro foi ligado aos atos golpistas
em função de uma postagem realizada no dia 11 de janeiro. Sem qualquer prova, a
publicação colocava em dúvida a lisura do sistema eleitoral e,
consequentemente, o resultado do pleito, que deu a vitória a Luiz Inácio Lula
da Silva (PT).
Os investigadores entenderam a mensagem
como um sinal de que Bolsonaro pode ter estimulado os atos de invasão ao
Congresso Nacional, ao Palácio do Planalto e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O depoimento de Bolsonaro ocorreu
em atendimento a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), aberto
enquanto o ex-presidente ainda estava nos Estados Unidos, onde permaneceu por
três meses, após deixar o Brasil antes do fim do mandato, no dia 30 de dezembro
de 2022. Ao constatar a volta de Bolsonaro ao país, no dia 30 de março de 2023,
o ministro Alexandre de Moraes, do STF, solicitou a marcação da audiência.