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Política

Lula defende G20 e quer adesão de mais países em governança global

16 de Abril de 2023 | 11h 20
Lula defende G20 e quer adesão de mais países em governança global
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em uma entrevista coletiva em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o fortalecimento de uma governança global, para ampliar a representatividade de países em espaços de diálogo internacional. “Não quero criar movimento separado do G7. O G7 não depende do Brasil para existir”, declarou.

Segundo a Agência Brasil, Lula Acredita que um bloco mais amplo de países, a exemplo do G20, deve ser responsável por discutir temas da ordem do dia, como paz entre as nações; meio ambiente; temas econômicos, a exemplo de inflação e juros; violência; discurso de ódio nas redes digitais; e fortalecimento da democracia. “Quando criamos o G20, foi porque o G7 tinha entendido que ele já não tinha o tamanho necessário para discutir a crise de 2008”, ressaltou.

O chefe de Estado salientou, ainda, que o Brasil quer ser protagonista em temas globais. “Eu respeito todos os países, todas as reuniões que cada um quiser fazer, respeito a autodeterminação dos povos, mas o que quero dizer é que o Brasil tem pensamento próprio e quer voltar a ser ator protagonista de muita influência, sobretudo, nessa questão do clima. Poucas nações têm autoridade política e moral para discutir isso”, observou.

O presidente brasileiro retorna ao país neste domingo (16). Ainda conforme a Agência Brasil, ele destacou que a viagem à China representou acordos que somam R$ 50 bilhões.

Já nos Emirados Árabes, foram negociados investimentos da ordem de R$ 12,5 bilhões, por meio de um memorando de entendimento entre o estado da Bahia e o fundo financeiro de Abu Dhabi Mubadala Capital, controlador da refinaria de Mataripe, privatizada em 2021. 

Lula enfatizou que o Brasil já tem estabilidade jurídica e política e que vai alcançar o equilíbrio econômica. “Em maio, vamos discutir com governadores brasileiros as principais obras no país. E queremos apresentar essas obras a outros países para que empresários que quiserem investir no Brasil tenham opção certa de investimento. O Brasil é um país que tem estabilidade jurídica, estabilidade política e vai se transformar num país de estabilidade econômica. Somos um governo que tem credibilidade na sociedade e com outros países do mundo. Nós garantimos a estabilidade social no país e somos um governo de muita previsibilidade”, declarou. 

paz Lula também voltou a defender a negociação da paz entre Rússia e Ucrânia, com a reunião de países neutros. “A decisão da guerra foi tomada por dois países. E, agora, o que estamos tentando construir é um grupo de países que não tem envolvimento com a guerra, que não quer a guerra, que deseja construir paz no mundo, para conversarmos tanto com a Rússia quanto com a Ucrânia. Mas também temos que ter em conta que é preciso conversar com os Estados Unidos e com a União Europeia”, afirmou, salientando que pretende envolver países da América Latina.

Extradição – Questionado sobre a situação do empresário brasileiro Thiago Brennand, acusado de agressão contra mulheres e de possuir armas ilegais, Lula confirmou a extradição.

No entanto, segundo a Agência Brasil, ele disse que o tema não chegou a ser tratado oficialmente com o xeique Mohammed bin Zayed al-Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos, onde o empresário se encontra. “Eu fiquei sabendo que os Emirados Árabes vão fazer a extradição. Quando ela vai acontecer é uma questão da Justiça. A única coisa que eu sei é que se no mundo existir um milhão de cidadãos como este todos merecem ser punidos. Não é aceitável que um brutamonte desses seja agressor de mulheres. Acho que ele tem que pagar”, defendeu.



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