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Política

Interventor federal exonera 13 servidores da Segurança Pública do DF nomeados por Anderson Torres

11 de Janeiro de 2023 | 13h 27
Interventor federal exonera 13 servidores da Segurança Pública do DF nomeados por Anderson Torres
Foto: Reprodução

Nomeado interventor do Distrito Federal, no último domingo (8), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ricardo Cappelli determinou a exoneração de 13 servidores da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) que estavam de serviço durante a invasão bolsonarista ao Palácio do Planalto, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Todos haviam sido nomeados pelo ex-titular da pasta, Anderson Torres, também afastado do cargo e com prisão determinada pelo STF.

De acordo com o g1 DF, a medida foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal, nesta terça-feira (10). A publicação também traz os novos nomeados para os cargos que ficaram vagos.

Entre os agentes substituídos, está o ex-comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Fábio Augusto Vieira. Ele foi preso ontem, após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Klepter Rosa Gonçalves foi designado para assumir o cargo.

Ricardo Cappelli se manifestou sobre o assunto, por meio de uma rede social. O interventor federal disse que a ideia era “procurar restabelecer no comando do órgão a equipe que comandou com sucesso a operação de segurança da posse do presidente".

Para ele, está claro que houve um vácuo no comando, a partir da nomeação de uma nova equipe para a pasta. Cappelli criticou a ausência de Torres, que está de férias em Orlando, nos Estados Unidos (mesma cidade onde está Bolsonaro), durante a ação terrorista empreendida pelos seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro. "O secretário de Segurança sequer estava no comando", disparou.

O interventor disse que todas as responsabilidades relacionadas com a vandalização dos Três Poderes da República serão apuradas. "O fundamental na intervenção foi retomar a linha de comando e autoridade sobre as forças de segurança do DF. Acho que tem responsabilidades graves e vamos apurar todas. Vamos, até as últimas consequência, apurar as responsabilidades", garantiu.

Na lista de exonerados, constam os nomes dos coronéis Fábio Augusto Vieira, Jorge Eduardo Naime Barreto, Paulo José Ferreira de Souza Bezerra e Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues; do tenente-coronel Clovis Eduardo Condi; dos majores Gustavo Cunha de Souza, Igor Mendes Ferreira e Gizela Lucy Teixeira Barros; do chefe de gabinete Marcos Paulo Cardoso Coelho da Silva; da subsecretária de inteligência, delegada da PF Marília Ferreira de Alencar; do secretário executivo, delegado da PF Fernando de Souza Oliveira; da assessora especial do gabinete do secretário, Patrícia dos Santos Moreira; e do subsecretário de ensino e gestão de pessoas, Ricardo Borda D'Água de Almeida Braga.

Prisão de Anderson TorresAo tomar ciência da ordem de prisão expedida contra ele, a pedido da Polícia Federal (PF), Anderson Torres decidiu interromper a viagem e se entregar. Viaturas da PF foram vistas, ontem, em frente à sua casa, em Brasília.

A expectativa é de que o também ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro retorne ao Brasil ainda nesta quarta-feira (11). "Hoje (10), recebi notícia de que o Min Alexandre de Moraes do STF determinou minha prisão e autorizou busca em minha residência. Tomei a decisão de interromper minhas férias e retornar ao Brasil. Irei me apresentar à justiça e cuidar da minha defesa", afirmou, através de uma rede social.

Anderson Torres afirmou, ainda, estar certo de que tudo será esclarecido. "Sempre pautei minhas ações pela ética e pela legalidade. Acredito na justiça brasileira e na força das instituições. Estou certo de que a verdade prevalecerá", destacou.



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