Aliado de Jair Bolsonaro (PL), o primeiro-ministro de Israel,
Benjamin Netanyahu, condenou os atos terroristas praticados por apoiadores do
ex-presidente. “Não há espaço para protestos violentos em uma democracia e a
vontade do povo, expressa nos resultados das eleições, deve ser respeitada”,
publicou o mandatário, através das redes sociais da embaixada do país.
Netanyahu afirmou, ainda, que o Estado israelense desaprova,
de forma veemente, a ação golpista que culminou na destruição das sedes dos
Três Poderes do Brasil. “Israel condena os violentos distúrbios de domingo em
Brasília e apoia as instituições democráticas e o Estado de direito do Brasil”,
escreveu.
De acordo com o Correio Braziliense, durante o mandato de Jair
Bolsonaro, Israel foi um parceiro estratégico do governo brasileiro. O premier israelense
esteve na posse do ex-presidente, em 2018. Na época, Bolsonaro divulgou, pouco
antes de assumir a presidência, que almoçaria com Netanyahu no Forte de
Copacabana, no Rio de Janeiro.
Além disso, Bolsonaro chegou a publicar que seu então futuro
ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, visitaria estações de
dessalinização de água, plantações e o escritório de patentes de Israel.
"A parceria Brasil-Israel que beneficiará o nosso Nordeste está muito bem
encaminhada", disse.
E 2021, lembra o Correio Brazileinse, logo após Netanyahud
deixar a liderança de Israel, em função de escândalos de corrupção, Bolsonaro
agradeceu e cumprimentou o novo chanceler. "O governo brasileiro expressa
confiança no contínuo fortalecimento dos laços de amizade que unem Brasil e
Israel e continuará trabalhando com o novo governo em favor das relações
bilaterais, fundamentadas em vínculos históricos, em benefício dos interesses
comuns e do desenvolvimento mútuo", declarou.
No ano seguinte, Benjamin Netanyahu voltou à cena política,
após vencer as eleições, tornando-se, novamente, primeiro-ministro de Israel,
cargo que ainda ocupa.