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Política

Planalto divulga lista de itens destruídos por bolsonaristas, durante invasão

09 de Janeiro de 2023 | 18h 27
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Planalto divulga lista de itens destruídos por bolsonaristas, durante invasão
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Manifestantes antidemocráticos que invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), neste domingo (8), deixaram um verdadeiro rastro de destruição. Além do roubo de armas e munições do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e de diversas peças do acervo; da depredação de gabinetes e dos salões; da vandalização de equipamentos eletrônicos, do mobiliário e da estrutura dos próprios edifícios, muitos objetos de arte foram danificados.

De acordo com o g1, no fim da manhã desta segunda-feira (9), o Planalto divulgou uma lista com as principais obras barbarizadas pelos extremistas. Confira:

 

- Tela Bandeira do Brasil (1995), de Jorge Eduardo — a pintura que reproduz a bandeira nacional hasteada em frente à sede do governo foi encontrada boiando na água que inundou todo o térreo, após vândalos abrirem os hidrantes instalados;

- Galeria dos ex-presidentes — o espaço foi completamente destruído, junto com todas as fotografias, que foram retiradas da parede, jogadas ao chão e tiveram suas molduras quebradas;

- O corredor que dá acesso às salas dos ministérios foi brutalmente destruído. Muitos quadros e fotografias foram rasurados ou quebrados;

- Quadro As mulatas, de Di Cavalcanti — localizada no Salão Nobre do Palácio do Planalto, a principal pintura do acervo foi esfaqueada sete vezes pelos invasores. A obra está avaliada em R$ 8 milhões, mas, em função da importância de seu pintor para a História da Arte, a peça pode alcançar valores até cinco vezes maiores, em leilões;

- O Flautista, de Bruno Jorge — esculpida em bronze, a peça, que está avaliada em R$ 250 mil, foi totalmente destruída. Pedaços foram encontrados espalhados pelo salão do Planalto;

- Escultura de Frans Krajcberg — confeccionada em madeira, a obra foi quebrada em diversos pontos. Os galhos que a constituíam foram atirados para fora do prédio. O valor da peça está orçado em R$ 300 mil;

- Mesa de trabalho de Juscelino Kubitscheck — a relíquia histórica ficava exposta no salão principal e foi usada como barricada, pelos terroristas;

- Mesa-vitrine de Sérgio Rodrigues — o móvel que abriga informações do presidente em exercício teve o vidro quebrado;

- Relógio de Pêndulo Balthazar Martinot — outra relíquia histórica completamente destruída. A peça do Século XVII foi um presente da Corte Francesa a Dom João VI. Seu nome alude ao do seu criador, que era relojoeiro de Luís XIV. Apenas dois relógios do autor existem no mundo. O outro pertence ao acervo no Palácio de Versailles, na França e tem a metade do tamanho da peça danificada pelos bolsonaristas. O valor a obra é inestimável.

Ainda segundo o g1, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, informou que o único espaço não depredado pelos invasores foi o gabinete do presidente, por ser blindado.



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