Um homem matou a própria família a tiros, na última quarta-feira
(4), no estado de Utah, nos Estados Unidos, duas semanas após a esposa, Tausha
Haighr, de 40 anos, pedir o divórcio. A chacina vitimou sete pessoas, dentre as
quais, os cinco filhos do casal, a mulher e a sogra.
Segundo a rede de televisão NBC, após cometer os crimes, o suspeito
se suicidou. Os cinco filhos tinham entre 4 e 17 anos. A sogra, 78. A polícia
encontrou as vítimas quando se dirigiu até a residência da família, com a
finalidade de realizar o controle de bem-estar. A prática é rotineira na
localidade, em situações em que os moradores não são vistos durante longos
períodos.
Conforme a imprensa local, a polícia de Enoch City, de apenas
7 mil habitantes, já havia investigado a família. "Estivemos envolvidos em algumas investigações sobre esta família,
há alguns anos", informou o chefe da corporação, Jackson Ames,
salientando que, no entanto, nenhum evento recente havia desencadeado preocupação
com o grupo familiar.
O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e a
Primeira-dama, Jill Biden, lamentaram a tragédia. Através da Casa Branca, foi
emitido um comunicado informando que o chefe de Estado e sua família estavam de
luto junto com a população da cidade. "Muitos
norte-americanos perderam entes queridos ou tiveram as suas vidas viradas de
cabeça para baixo pela violência", disse a porta-voz da residência oficial
do governante, Karine Jean-Pierre.
Em seu perfil no Twitter, o governador do Utah, o republicano
Spencer Cox, pediu que orações fossem direcionadas aos residentes de Enoch City.
"Os nossos corações estão com todos os afetados por esta violência sem
sentido", escreveu.
Ao longo de 2022, diz o site Gun Violence Archive, foram
registrados 648 tiroteios massivos, nos quais pelo menos quatro pessoas
morreram ou ficaram feridas, nos Estados Unidos. Nos primeiros dias de 2023, as
autoridades norte-americanas já contabilizaram 11 ocorrências envolvendo armas
de fogo.