Entre seus primeiros atos de governo, após a cerimônia de
posse, neste domingo (1º ), em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
determinou aos ministros da área econômica a retirada de empresas estatais do
programa de privatizações, como a Petrobras e os Correios.
De acordo com o Correio Braziliense, na petroleira, um programa
de venda de ativos estava em curso, o que está suspenso, a partir de agora. No
casos dos Correios, o processo de privatização aguardava parecer do Tribunal de
Contas da União (TCU).
Com a decisão, outra estatal que deve sair da lista das privatizações
é a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), que controla as televisões
públicas e educativas do Governo Federal.
A assinatura dos atos do novo governo ocorreu imediatamente
após a entrega da faixa presidencial, que, este ano, foi realizada de modo distinto
do habitual. Com a recusa do ex-presidente Jair
Bolsonaro (PL), que chegou a sair do país para evitar o cumprimento do rito,
e do ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos), Lula recebeu a insígnia
das mãos de representantes da diversidade do povo brasileiro.
A retirada das estatais da mira do capital privado já havia
sido anunciada pelo petista, em diversos atos de campanha. E foi reforçada,
ontem, no discurso que marcou sua posse como presidente. Durante o evento, Lula
afirmou que uma das estratégias de seu governo será fortalecer os bancos
públicos e as estatais. "Vamos resgatar o papel das instituições do
Estado, bancos públicos e empresas estatais no desenvolvimento do país, para
planejar os investimentos na direção de um crescimento econômico sustentável,
ambientalmente e socialmente", destacou.