O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou a Força
Nacional a atuar, em apoio à Polícia Rodoviária Federal (PRF), "nas
atividades de escoltas" referentes à Operação Posse Presidencial 2023,
iniciada, oficialmente, nesta terça-feira (27/12).
Publicada na edição de hoje (28) do Diário Oficial da União (DOU), a decisão foi
assinada ministro substituto da pasta, Antonio Ramirez Lorenzo. De
acordo com o documento, a participação dos militares junto à PRF funcionará em
caráter episódico e planejado, entre 27 de dezembro de 2022 e 2 de janeiro de
2023.
O contingente de militares obedecerá, segundo a portaria, ao
planejamento definido pela diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, da
Secretaria Nacional de Segurança Pública e do Ministério da Justiça e Segurança
Pública. "A operação terá o apoio logístico do órgão demandante, que
deverá dispor da infraestrutura necessária à Força Nacional de Segurança
Pública", especifica o documento.
Conforme o jornal Correio Braziliense, os integrantes da
equipe de transição do novo governo estão ainda mais preocupados com a
cerimônia de posse, em função do episódio terrorista protagonizado pelo
bolsonarista George Washington de Oliveira Sousa. Ele foi preso e autuado pelo
crime de terrorismo, no último sábado, tendo confessado ser o responsável pela
colocação de um artefato explosivo em um caminhão-tanque carregado com
combustível.
O veículo foi deixado nos arredores do Aeroporto
Internacional de Brasília. Com o atentado, que acabou não se concretizando, o
suspeito pretendia forçar a instituição de um estado de sítio no país. No
sábado, o Esquadrão de Bombas da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) foi
acionado, após uma denúncia, e desativou o explosivo, por volta de 13h20.
Segundo o diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal
(PC-DF), Robson Cândido, o acusado queria “chamar atenção para o movimento a
favor do atual presidente, Jair Bolsonaro, que eles estão empenhados no
QG", afirmou.