A dez dias de tomar posse como presidente da República, Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) reuniu a imprensa, em coletiva transmitida ao vivo, na manhã
desta quinta-feira (22), para anunciar os novos ministros de seu próximo governo.
Do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde a equipe de
transição está instalada, o futuro chefe da Casa Civil, Rui Costa, informou que
nova a Esplanada terá 37 pastas. O número de ministérios voltará a ser ampliado,
após o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), tê-lo reduzido para 23, em 2019.
Conforme o Correio Braziliense, hoje, antes de anunciar o
comando das pastas, entretanto, Lula e o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin,
apresentaram o relatório sobre os trabalhos dos grupos que integram a
transição. No documento, o novo governo apontou falhas de liderança por parte
de Bolsonaro. "Não pretendo fazer pirotecnia e escândalo com material da
transição. Quero que a sociedade saiba que país encontramos em dezembro de
2022. Depois de quatro anos de mandato, recebemos governo em situação de
penúria, coisas mais simples não foram feitas de forma responsável", destacou
o futuro presidente.
Já haviam sido confirmados os nomes de: Fernando Haddad (Fazenda);
Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública); José Múcio Monteiro (Defesa); Rui
Costa (Casa Civil); Mauro Vieira (Relações Exteriores).
Hoje, mais 16 nomes foram anunciados: Alexandre Padilha;
(Relações Institucionais) Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência da
República); Jorge Messias (Advocacia-Geral da União); Nísia Trindade (Saúde);
Camilo Santana (Educação); Esther Dweck (Gestão); Marcio França (Portos e
Aeroportos); Luciana Santos (Ciência e Tecnologia); Cida Gonçalves (Mulher);
Wellington Dias (Desenvolvimento Social); Margareth Menezes (Cultura); Luiz
Marinho (Trabalho); Anielle Franco (Igualdade Racial); Silvio Almeida (Direitos
Humanos); Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio); e Vinícius
Marques de Carvalho (Controladoria-Geral da União).
Agora, restam mais 16 ministérios para Lula definir as
chefias. “A semana que
vem terminaremos de escolher os ministros. (...) portanto, quem tem
expectativa, não perca a expectativa, porque tudo pode acontecer nesses
próximos dias”, afirmou o petista.
Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede), importantes alianças
políticas do presidente eleito, no segundo turno da corrida presidencial, ainda
estão de fora. Conforme o relatório apresentado pela equipe de transição, ainda
estão sem chefia os seguintes ministérios: Esporte; Cidades; Integração e
Desenvolvimento Regional; Povos Indígenas; Previdência Social; Meio Ambiente;
Transportes; Minas e Energia; Comunicações; Turismo; Desenvolvimento Agrário;
Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Pesca e Aquicultura; Comunicação Social;
Gabinete de Segurança Institucional; Planejamento e Orçamento.