Manifestantes bolsonaristas que estão acampados, há mais de
40 dias, na porta do 35º Batalhão de Infantaria (BI) de Feira de Santana relataram
ter sido vítimas de um ataque a tiros, na noite desta segunda-feira (12).
De acordo com o Acorda Cidade, a confusão ocorreu por volta
das 21h40. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a aglomeração diante
do quartel e um homem dizendo que um veículo de cor branca se aproximou do
grupo e desferiu tiros contra os apoiadores do atual presidente, Jair Bolsonaro
(PL), que protestam contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas
eleições 2022.
Em entrevista ao portal de notícias, na manhã de hoje (13), John
Manoel, integrante do movimento, disse que o suposto agressor passou provocando
as pessoas que estavam nas barracas e que as mesmas regiram, jogando água
contra o carro onde ele se encontrava. Depois, disso, segundo o manifestante, o
homem teria retornado e deflagrado os tiros. Ele ressaltou, ainda, que ninguém
ficou ferido.
Conforme o grupo, no momento do suposto ataque, não havia
viaturas da Polícia Militar (PM) nem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no
local. “Estamos aqui há 43 dias, fazendo manifestação. E alguns petistas não
aceitam a nossa forma de expressão e de manifesto. Eles cobram tanto de
liberdade e democracia, mas não respeitam. Então, ontem, assim como outros
fatos que já aconteceram, um homem passou nos provocando, fazendo gestos. E as
pessoas que estão aqui, já estão cansadas, estão revoltadas com tudo isso que
está acontecendo. Então, o pessoal jogou água nele. Ele fez o retorno e, quando
voltou, deu tiros para cima, mas nada grave”, contou John Manoel, ao Acorda
Cidade.
O bolsonarista também falou sobre a dinâmica da manifestação
na porta do 35º BI. “A maioria do pessoal que está aqui é empregado. Outros são
empresários. Então, quem precisa cumprir carga horária, fica um determinado
tempo e, depois, sai. Quem pode ficar por mais tempo, fica. E a gente vai se
unido, vai fazendo vaquinha. Tem pessoas que possuem uma condição maior, então,
trazem o que podem. Outros já possuem uma condição menor e, também, só trazem o
que pode. E, assim, a gente vai levando”, descreveu.