Por
maioria em plenário, foi aprovado na Câmara, na sessão desta
quarta-feira, mais um projeto do Governo Municipal pedindo autorização
legislativa para suplementação orçamentária. A matéria, que permite ao
Executivo realizar remanejamento de recursos em até 30% do Orçamento
Anual, foi votada em primeiro e segundo turnos, tendo o presidente da
Casa, Fernando Torres (PSD) convocado uma sessão extraordinária para
conclusão do processo, "considerando a urgência da matéria", conforme
argumentou. A expectativa é que o prefeito Colbert Martins Filho faça a
publicação da lei na edição de amanhã do Diário Oficial Municipal.
Houve
intenso debate em torno do projeto, que contou com 12 votos a favor e 4
contra - estes, dos vereadores Jhonatas Monteiro (PSOL), Eremita Mota
(MDB), Professor Ivamberg (PT) e Sílvio Dias (PT). Os contrários
alegaram que a matéria não tem o detalhamento exigido sobre o
remanejamento. Jhonatas oserva que a autorização envolve aproximadamente R$ 480 milhões do Orçamento e "não há qualquer item que
trate de previsão de despesa com salários". Sem as informaçoes
necessárias, a autorização legislativa pode ser um "cheque em branco"
para o prefeito Colbert Martins Filho, diz o petista Sílvio Dias.
Do lado
governista, o líder Lulinha (União Brasil) garante que a Câmara está "atendendo ao interesse público", ao aprovar a matéria, na medida em que
vai garantir que a Prefeitura possa honrar o compromisso salarial com
os servidores contratados temporariamente por meio de cooperativas e
empresas. Provável futuro líder da bancada, José Carneiro (MDB) observa
que não há "mais dinheiro" sendo disponibilizado para o Governo, mas
apenas autorização para remanejamento de receita.