O mundo atingiu, nesta terça-feira (15), a marca de 8 bilhões
de habitantes. A informação foi divulgada pela Perspectiva da População Mundial
da Organização das Nações Unidas. A entidade anunciou, ainda, que, em 2023, a
Índia deve ultrapassar a China, tornando-se o país mais populoso do mundo.
De acordo com o portal Band, a ONU enfatizou que a população
mundial cresce em ritmo mais lento desde 1950. As últimas projeções sugerem que
a população mundial pode chegar a 8,5 bilhões em 2023 e 9,7 bilhões em 2050. A
marca de 10,4 bilhões de pessoas deve ser alcançada em 2080, permanecendo no
mesmo patamar até 2100.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse o momento
é de celebração, pelo aumento da expectativa de vida e redução da mortalidade
infantil. “Esta é uma ocasião para celebrar nossa diversidade, reconhecer nossa
humanidade comum e se maravilhar com os avanços na saúde, que prolongaram a
vida útil e reduziram, drasticamente, as taxas de mortalidade materna e infantil”,
destacou.
Guterres, no entanto, alertou para a urgente necessidade de se
preservar o meio ambiente. “Ao mesmo tempo, é um lembrete de nossa
responsabilidade compartilhada de cuidar de nosso planeta e um momento para
refletir sobre onde ainda estamos aquém de nossos compromissos um com o outro”,
ponderou.
Conforme a ONU, a Perspectiva da População Mundial de 2022
mostra que a reprodução, em nível mundial, caiu, especialmente nas últimas
décadas. Hoje, cerca de dois terços da população global vivem em países ou
áreas cuja taxa de natalidade está abaixo de 2,1. O balanço também mostra que
as populações de 61 países diminuirão 1% ou mais, entre 2040 e 2050.
São oito os países onde o aumento da população global
projetado até 2050 estará concentrado: Congo, Egito, Etiópia, Índia, Nigéria, Paquistão,
Filipinas e Tanzânia. Atualmente, os países mais populosos são: China, Índia,
Estados Unidos, Indonésia, Paquistão, Nigéria e Brasil. Em 2050, a Indonésia
deve cair para a sexta posição, enquanto a Nigéria terá a quarta maior
população do mundo. A projeção para o Brasil não registrou alterações, o país
deve continuar em sétimo lugar.
Expectativa
de vida – Ainda segundo o portal Band, a ONU ressaltou que a
expectativa de vida global atingiu 72,8 anos em 2019, o que significa um
aumento de quase nove anos, desde 1990. A entidade também prevê que novas reduções
na mortalidade resultarão em uma longevidade média de cerca de 77,2 anos, em
2050.
Conforme o balancete, em 2021, a expectativa de vida para os
países menos desenvolvidos ficaram sete anos atrás da média global. Isto por
causa da pandemia da Covid-19, que afetou os três componentes da mudança
populacional. A expectativa de vida no mundo caiu para 71 anos em 2021. Ondas
sucessivas da doença também podem ter produzido reduções de curto prazo no
número de nascimentos, em alguns países.
Envelhecimento – A Perspectiva
da População Mundial da Organização das Nações Unidas destaca, ainda, que pessoas
com 65 anos ou mais deverão aumentar, de forma global, entre os anos de 2022 e
2050. Hoje, aproximadamente 10% da população tem essa faixa etária. Analisando
proporcionalmente, a ONU diz que, em 2030, o mundo deve ter quase 12%, subindo
para 16% até 2050.
Em relação à Europa e à América do Norte, a entidade diz que
os dois continentes terão a maior proporção de população idosa em 2022, com
quase 19% de pessoas com 65 anos ou mais. No segundo lugar do ranking, estão a Austrália
e Nova Zelândia, com 16,6%. A ONU também projeta que, em 2050, uma em cada
quatro pessoas da Europa e da América do Norte poderá ter 65 anos ou mais.
Em outras regiões do planeta, a exemplo da América Latina e do
Caribe, a parcela da população com 65 anos ou mais pode aumentar de 9%, em 2022,
para 19%, em 2050. No Leste e no Sudeste da Ásia, a perspectiva é de que a
população dessa faixa etária venha a dobrar, passando de 13%, em 2022, para 26%,
em 2050.
Impactos
– Conforme
reportou o site da Band, o aumento da população vai ampliar, significativamente,
o impacto ambiental e o desenvolvimento econômico. Países com maior consumo per capita de recursos materiais e
emissões de gases de efeito estufa tendem a registrar maior renda per capita,
diferentemente daqueles onde a população cresce rapidamente.
Para cumprir os objetivos do Acordo de Paris, que implica na
limitação do aumento da temperatura global, alcançando os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS), a ONU diz que será preciso conter padrões
insustentáveis de produção e consumo. A entidade, entretanto, observou que o
crescimento populacional mais lento, ao longo das próximas décadas, poderá
ajudar a diminuir o acúmulo de danos ambientais. Isto na segunda metade do
século XXI.