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Ataques com facas deixam saldo de 10 mortos, no Canadá; dezenas de pessoas estão em estado crítico

05 de Setembro de 2022 | 10h 39
Ataques com facas deixam saldo de 10 mortos, no Canadá; dezenas de pessoas estão em estado crítico
Damien Sanderson (à esquerda) e Myles Sanderson são suspeitos de cometer os crimes e estão sendo procurados pela polícia local (Foto: RCMP)

Uma série de atentados a faca resultou na morte de dez pessoas, no Canadá, neste domingo (4). Segundo a polícia local, que iniciou uma enorme busca, a dois suspeitos, em três províncias do país, também há dezenas de feridos, a maioria em estado crítico. Os esfaqueamentos ocorreram em duas comunidades situadas em áreas remotas.

Durante uma coletiva de imprensa, a comissária assistente da Real Polícia Montada Canadense, Rhonda Blackmore, informou que a polícia recebeu uma enxurrada de chamadas de emergência, tendo localizado “dez indivíduos falecidos em 13 locais da comunidade indígena Nação James Smith Cree e em Weldon, Saskatchewan”. Além disso, ela ressaltou que “várias outras vítimas ficaram feridas, 15 das quais foram transportadas para vários hospitais”.

A comissária, no entanto, disse que pode haver mais vítimas e que as mesmas podem ter ido buscar ajuda médica por conta própria. “Estamos procurando ativamente pelos dois suspeitos e investigando as muitas cenas do crime”, afirmou.

Conforme a agência de notícias AFP, os criminosos foram identificados como Damien e Myles Sanderson. Eles são descritos como homens de 30 e 31 anos, ambos com cabelos pretos e olhos castanhos.

Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá, reagiu ao atentado. “Os ataques em Saskatchewan, hoje, são horríveis e de partir o coração”, escreveu em uma rede social, solidarizando-se, também, com as vítimas e com seus familiares. “Estou pensando naqueles que perderam um ente querido e naqueles que ficaram feridos”, desacou.

Após os crimes, os suspeitos empreenderam fuga em um automóvel Nissan Rogue, de cor preta. Segundo a comissária assistente da Polícia Montada, vários postos de controle foram estabelecidos, em rodovias e estradas da região. Blackmore salientou, ainda, que recursos policiais “máximos” estão mobilizados na captura dos responsáveis.

A Nação James Smith Cree tem 2,5 mil habitantes. A comunidade, diz a AFP, declarou estado de emergência local. Os moradores da província de Saskatchewan, por sua vez, foram instados a permanecerem abrigados onde estiverem.

Rhonda Blackmore disse que ainda é prematuro falar em motivação. Ela enfatizou que as autoridades acreditam que algumas vítimas eram alvos dos suspeitos e que outras foram atacadas aleatoriamente. “Falar de motivação seria extremamente difícil, neste momento”, observou.

A imprensa canadense noticiou que, após relatos de que os suspeitos foram vistos a mais de 300 quilômetros de distância do local do crime, em Regina, capital da província, as forças policiais emitiram um alerta e expandiram as buscas, com a finalidade de incluir, também, as províncias vizinhas, Manitoba e Alberta. A região é bastante vasta, tendo quase metade do tamanho do continente europeu.

Por meio de um comunicado enviado à AFP, a Autoridade de Saúde de Saskatchewan informou que ativou protocolos de emergência, para conseguir lidar com o alto número de pacientes graves. “Podemos confirmar que múltiplas pessoas estão passando por triagem e sendo atendidas em vários locais e que foi feito um pedido de equipe adicional, para ajudar a lidar com a situação”, diz o documento.

Três helicópteros foram enviados às comunidades remotas, saindo de Saskatoon e Regina, com a finalidade de transportar as vítimas mais críticas. Também para levar médicos até os locais dos ataques. Feridos menos graves foram encaminhados, em ambulâncias, aos hospitais das cidades mais próximas.



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