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Brasileiro que tentou matar Cristina Kirchner teria roubado arma de um amigo, para cometer crime

04 de Setembro de 2022 | 15h 18
Brasileiro que tentou matar Cristina Kirchner teria roubado arma de um amigo, para cometer crime
Foto: Reprodução

O brasileiro que tentou assassinar, com um tiro no rosto, a queima-roupa, a vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, na noite da última quinta-feira (1º), teria roubado arma de um amigo para cometer o crime. De acordo com informações veiculadas pelo jornal local La Nación, o revólver, que acabou não desferindo projétil, estava com o número de série parcialmente apagado.

Fontes que participam das investigações afirmam que Fernando Sabag Montiel, de 35 anos, não é usuário legal de armas de fogo. O nome do suspeito não consta nos registros da Agência Nacional de Materiais Controlados (ANMaC), órgão argentino que fiscaliza atividades ligadas a armamentos e explosivos.

Segundo o portal de notícias Uol, o laudo pericial, que foi realizado pela Divisão de Balística da Polícia Federal Argentina (PFA), indica que o revólver usado na tentativa de homicídio tinha condições de realizar o disparo. Entretanto, no momento do ataque, não havia projétil na câmara, cavidade localizada na parte traseira das armas, onde o usuário insere a munição, antes de efetuar um disparo.

O La Nación divulgou que os peritos classificaram a condição do revólver como “apto para disparar”. Se o equipamento não estivesse em situação de causar dano, diz a publicação, os advogados do suspeito poderiam pedir a atenuação de qualificações das acusações imputadas Montiel.

NÃO PERCEBEU – Cristina Kirchner, em depoimento prestado a autoridades judiciais argentinas, na última sexta-feira (2), disse que não percebeu a aproximação do brasileiro nem que ele havia apontado uma arma para seu rosto e efetuado um disparo.

A vice-presidente afirmou, ainda, que só tomou conhecimento do fato quando estava em casa. O depoimento, que durou 1 hora, foi prestado à juíza María Eugenia Capuchetti e ao promotor Carlos Rívolo, no apartamento da política, localizado no bairro Recoleta, na capital do país, Buenos Aires.

Os seguranças que presenciaram o atentado também foram ouvidos, na sexta-feira pela manhã, como testemunhas. No entanto, diz o Uol, não se descarta a participação de membros da equipe de segurança do governo no atentado. Sendo assim, no futuro, a condição de seus membros pode mudar, fazendo com que alguns deles possam vir a se tornar réus.

Conforme o La Nación, 24 testemunhas já prestaram depoimento, entre eles, policiais e militantes. O principal acusado se recusa a depor. Ele foi preso momentos após a tentativa de homicídio e encontra-se na sede da Polícia Federal argentina. Na casa do acusado, situada em San Martín, na Região Metropolitana de Buenos Aires, a polícia encontrou duas caixas de munição, com pelo menos 100 balas de calibre 9 milímetros. Também foram apreendidos um notebook HP e documentos pertencentes à namorada dele.

O ataque a Cristina Kirchner aconteceu por volta das 21 horas (horário local), quando a vice-presidente chegava à sua casa. Pouco antes, ela havia participado de uma sessão no Senado. Na hora do atentado, centenas de manifestantes estavam reunidos na porta da residência. Eles prestavam solidariedade e apoio à ex-presidente argentina, que está sendo julgada por suspeita de corrupção.



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