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OMS recomenda imunização contra a varíola do macaco para grupos prioritários; vacina em massa ainda não é necessária

14 de Junho de 2022 | 14h 27
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OMS recomenda imunização contra a varíola do macaco para grupos prioritários; vacina em massa ainda não é necessária
Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou, nesta terça-feira (14), a vacinação de grupos prioritários, incluindo profissionais de saúde em risco, equipes de laboratório que atuam com ortopoxvírus, especialistas em análises clínicas que realizam diagnóstico para a doença e outros que possam estar em risco, segundo as autoridades sanitárias, contra a varíola dos macacos.

De acordo com o portal Notícias ao Minuto, as primeiras recomendações da OMS sobre o tema foram publicadas em um guia provisório, a partir da recomendação do Grupo Consultivo Estratégico de Peritos (Sage). No documento, o órgão enfatizou que a vacinação em massa não é necessária, não recomendando, portanto, neste momento.

Contudo, pessoas que tiveram contato com casos confirmados devem se vacinar, como profilaxia pós-exposição (PrEP), com uma vacina de segunda ou terceira geração. O imunizante precisa ser aplicado até quatro dias após a primeira exposição, a fim de prevenir o início da doença.

Segundo o site, a OMS afirmou, ainda, que alguns países mantiveram estoques estratégicos de vacinas mais antigas contra a virose, provenientes do Programa de Erradicação da Varíola, concluído em 1980. Estes antígenos de primeira geração, contudo, não são recomendados para o surto de varíola do macaco.

Segundo a entidade, vacinas novas e mais seguras (segunda e terceira geração), cujo desenvolvimento foi impulsionado por anos de pesquisas sobre a doença, podem ser úteis para evitar a disseminação da varíola dos macacos. 

O mundo, especialmente a Europa, vivencia um aumento significativo do número de casos. A Direção-Geral da Saúde (DGS) de Portugal, por exemplo, confirmou, hoje, mais 22 casos de infecção humana pelo vírus, elevando o número total de casos confirmados para 231. “Todas as infecções confirmadas são em homens, entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, disse a entidade, por meio de nota, salientando que os pacientes contaminados pelo vírus estão em acompanhamento e encontram-se clinicamente estáveis.



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