O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, divulgou, na
noite desta segunda-feira (7), em seu canal do Telegram, um vídeo para provar
que segue trabalhando em seu gabinete, situado na capital, Kiev. A cidade está
sob bombardeio russo há 13 dias, mas o chefe de Estado diz não temer os
invasores. “Eu permaneço aqui, em Kiev. Na Rua Bankova. Não me escondo. E não tenho
medo de ninguém. Permanecerei aqui o tempo necessário para ganhar nossa guerra patriótica”,
afirma.
Antes de se sentar à mesa de trabalho, o líder da Ucrânia diz
que, como o país está em guerra, todos os dias são segundas-feiras. O dia é,
tradicionalmente, encarado como difícil, em várias partes do mundo. “Aqui está
Kiev, à noite. Nosso gabinete, segunda-feira à noite. Sabe? Acostumamo-nos a dizer
que segunda-feira é um dia difícil. O país está passando por uma guerra, assim que
todos os dias são segundas-feiras”, compara.
As imagens mostram Zelensky ao lado de sua equipe, composta
por homens que ele chama de “heróis ucranianos”. O presidente destaca que todos
estão em posição, lutando pela vitória. Ele também acusa o exército russo pelo
fracasso da retirada de civis através dos corredores humanitários. “Houve um
acordo sobre os corredores humanitários. Funcionou? Em seu lugar, houve tanques
russos, lança-foguetes, minas russas”, aponta Zelensky, que, nesta terça (8), voltou
a aparecer em um vídeo, desta vez, gravado em frente a barricadas montadas nas
ruas da capital.
No último domingo (6), após a explosão de um morteiro russo, uma
mulher e duas crianças acabaram mortas. Eles caminhavam na rua, em uma rota de
fuga que os moradores da cidade de Irpin, localizada a noroeste de Kiev, estão acessando
para escapar das tropas de Vladimir Putin.
Ontem, uma terceira rodada de negociações entre Rússia e
Ucrânia foi realizada. Segundo o G1, o porta-voz da delegação ucraniana,
Mykhailo Podoliyak, salientou que houve uma pequena e positiva melhora na
organização dos corredores humanitários.
O Ministério da Defesa da Rússia anunciou, hoje, que suas tropas
entraram em um “regime silencioso”. Em função disso, cidadãos ucranianos
começaram a serem evacuados. O primeiro comboio partiu da cidade de Sumy, no
norte do país.