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Papa afirma que invasão à Ucrânia não é ‘operação militar’, como diz Putin, e sim ‘guerra que semeia a morte’

06 de Março de 2022 | 12h 36
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Papa afirma que invasão à Ucrânia não é ‘operação militar’, como diz Putin, e sim ‘guerra que semeia a morte’
Foto: Benhur Arcayan/ Malacañang Photo Bureau/EBC

O Papa Francisco lamentou a guerra russa contra a Ucrânia, neste domingo (6). O chefe de Estado e líder da Igreja Católica disse que, ao contrário do que Vladimir Putin, presidente da Rússia, insiste em dizer, o conflito não é uma “operação militar especial”, e sim uma “guerra que semeia a morte”.

Diante do massivo bombardeio a áreas residenciais ucranianas, o pontífice pediu a imediata instauração de corredores humanitários, para a proteção da população civil. “Na Ucrânia, correm rios de sangue e lágrimas. Não se trata apenas de uma operação militar, e sim de uma guerra que semeia morte, destruição e miséria”, apontou.

Francisco apelou em prol da segurança de idosos, mulheres e crianças, que vêm sendo massacrados, pelas tropas russas, em contínuos ataques a vivendas, escolas e hospitais. “Faço um apelo, do fundo do coração, para que sejam instaurados verdadeiros corredores humanitários, e que isto seja uma garantia e se facilite o acesso da ajuda às zonas cercadas, para dar um alívio aos nossos irmãos e irmãs oprimidos pelas bombas e pelo medo”, pediu.

Ele ressaltou, ainda, que “as vítimas são cada vez mais numerosas, assim como as pessoas em fuga, em particular mães com seus filhos” e apontou que a “necessidade de ajuda humanitária, neste país martirizado, aumenta a cada hora, de uma forma dramática”. O papa também defendeu o fim dos ataques e a retomada das negociações, do senso comum e do respeito ao direito internacional.

Em solo russo, Vladimir Putin proibiu a população, que tem saído às ruas para protestar contra o ataque à soberania do país invadido, de se referir aos acontecimentos na Ucrânia como guerra. Na última sexta-feira (4), o governo criminalizou a atitude e impôs punição de até 15 anos de reclusão a quem desobedecer.



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