O Papa Francisco lamentou a guerra russa contra a Ucrânia,
neste domingo (6). O chefe de Estado e líder da Igreja Católica disse que, ao
contrário do que Vladimir Putin, presidente da Rússia, insiste em dizer, o conflito
não é uma “operação militar especial”, e sim uma “guerra que semeia a morte”.
Diante do massivo bombardeio a áreas residenciais ucranianas,
o pontífice pediu a imediata instauração de corredores humanitários, para a
proteção da população civil. “Na Ucrânia, correm rios de sangue e lágrimas. Não
se trata apenas de uma operação militar, e sim de uma guerra que semeia morte,
destruição e miséria”, apontou.
Francisco apelou em prol da segurança de idosos, mulheres e
crianças, que vêm sendo massacrados, pelas tropas russas, em contínuos ataques
a vivendas, escolas e hospitais. “Faço um apelo, do fundo do coração, para que
sejam instaurados verdadeiros corredores humanitários, e que isto seja uma
garantia e se facilite o acesso da ajuda às zonas cercadas, para dar um alívio
aos nossos irmãos e irmãs oprimidos pelas bombas e pelo medo”, pediu.
Ele ressaltou, ainda, que “as vítimas são cada vez mais
numerosas, assim como as pessoas em fuga, em particular mães com seus filhos” e
apontou que a “necessidade de ajuda humanitária, neste país martirizado,
aumenta a cada hora, de uma forma dramática”. O papa também defendeu o fim dos
ataques e a retomada das negociações, do senso comum e do respeito ao direito
internacional.
Em solo russo, Vladimir Putin proibiu a população, que tem
saído às ruas para protestar contra o ataque à soberania do país invadido, de
se referir aos acontecimentos na Ucrânia como guerra. Na última sexta-feira
(4), o governo criminalizou a atitude e impôs punição de até 15 anos de
reclusão a quem desobedecer.