Na última sexta-feira (4), os representantes do G7 afirmaram
estar “profundamente preocupados” com o impacto humanitário dos “ataques
contínuos da Rússia” contra a população civil da Ucrânia. “Reenfatizamos que
ataques indiscriminados são proibidos pelo direito internacional humanitário.
Vamos responsabilizar os culpados ??por crimes de guerra, incluindo o uso indiscriminado
de armas contra civis”, declararam, mediante comunicado conjunto divulgado pelo
Departamento de Estado dos Estados Unidos.
De acordo com a agência de notícias Reuters, no documento, os
ministros também pediram à Rússia que cesse os ataques nas “vizinhanças das
usinas nucleares da Ucrânia”. Isto porque, na madrugada de sexta-feira, tropas
russas tomaram Zaporizhzhia, a maior usina nuclear da Europa, localizada na
cidade ucraniana de Enerhodar.
O ataque causou alarme em todo o mundo, pelo risco de um
acidente nuclear de proporções devastadoras. Os russos bombardearam o local e
um prédio onde os funcionários da empresa eram treinados acabou incendiado. O
fogo foi controlado e não houve alteração dos níveis de radicação no local,
conforme informou, posteriormente, a Agência Internacional de Energia Atômica
(AIEA).
Dmytro Kuleba, ministro de Relações Externas da Ucrânia,
contudo, advertiu que se houvesse uma explosão, o impacto seria dez vezes pior
que o ocorrido em Chernobyl, usina nuclear ucraniana que explodiu, depois de um
acidente, em 1986. Em função disso, os Estados Unidos condenaram o bombardeio
no local. O governo norte-americano enfatizou que a Rússia arriscou provocar
uma catástrofe sem precedentes na História.
Os ministros do G7, diz a Reuters, acrescentaram que seus
países continuarão a impor sanções em resposta à agressão russa, segundo eles
permitida por Belarus, país governado por Aleksandr Lukashenko, que faz
fronteira com a Letônia, Lituânia, Polônia, Rússia e Ucrânia. “O presidente
Putin, seu governo e apoiadores, e o regime de Lukashenko têm total
responsabilidade pelas consequências econômicas e sociais dessas sanções”, afirma
o comunicado emitido pelos ministros do G7.
Os países do Grupo dos Sete se comprometeram a aumentar o
apoio humanitário à Ucrânia. Antony Blinken, secretário de Estado norte-americano,
pediu, durante reunião com o secretário-geral da Organização do Tratado do
Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, e o presidente do Conselho Europeu,
Charles Michel, ocorrida em Bruxelas, capital da Bélgica, que os aliados e parceiros
da Otan forneçam à Ucrânia equipamentos e suprimentos para resistir à invasão russa.