Vladimir Putin voltou a intimidar o mundo, neste sábado (5). O
chefe do Estado que invadiu e vem massacrando a Ucrânia há dez dias afirmou que
as sanções ocidentais impostas à Rússia são como uma declaração de guerra. E
alertou que qualquer tentativa de se criar uma zona de exclusão aérea na
Ucrânia equivaleria à entrada no conflito.
De acordo com agência de notícias Reuters, Putin também
insistiu que seus objetivos em solo ucraniano são defender as comunidades de
língua russa, através da “desmilitarização e desnazificação” do país. A
intenção, segundo ele, é transformar a Ucrânia em uma zona neutra.
O pretexto do presidente russo é visto, pela nação invadida e
pelos países ocidentais, como infundado. A comunidade internacional, de modo
geral, também condena o ataque à soberania ucraniana. O conflito acabou
incorrendo em diversas sanções, com o objetivo de isolar a Rússia, sufocando a
sua economia. O Ocidente espera, com isso, fazer com que Putin retroceda no propósito
de tomar a Ucrânia à força.
Falando a um grupo de comissárias de bordo, em um centro de
treinamento da Aeroflot, nas proximidades de Moscou, Vladimir Putin disparou: “essas
sanções que estão sendo impostas são semelhantes a uma declaração de guerra,
mas, graças a Deus, não chegou a isso”.
Ele ressaltou, ainda, que a Rússia consideraria qualquer tentativa
de intervenção de outra potência, no sentido de impor uma zona de exclusão
aérea na Ucrânia, como um passo para o conflito militar.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar
intergovernamental criada, em 1949, durante a Guerra Fria, com o
propósito de oferecer ajuda militar colaborativa a todos os países membros, rejeitou
o pedido do governo ucraniano de criar uma zona de exclusão aérea. A entidade
alegou que isso faria com que a guerra se estendesse para além do território da
Ucrânia.
Conforme a Reuters, Putin também salientou que não havia
recrutas envolvidos na operação militar. Segundo ele, esta segue sendo
realizada apenas por soldados profissionais. “Não há um recruta e não
planejamos que haja”, afirmou.
O presidente enfatizou que o exército russo cumprirá todas as
tarefas. “Não tenho dúvidas disso. Tudo está indo como planejado”, garantiu,
rejeitando preocupações de que algum tipo de lei marcial ou situação de
emergência esteja sendo declarada na Rússia.
Também esclareceu que tal medida foi imposta, apenas, em
momentos específicos, de ameaça interna ou externa significativa. “Não
planejamos introduzir nenhum tipo de regime especial em território russo.
Atualmente, não há necessidade”, assegurou.