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Brasil pede cessar-fogo e respeito aos direitos humanitários na Ucrânia

01 de Março de 2022 | 12h 41
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Brasil pede cessar-fogo e respeito aos direitos humanitários na Ucrânia
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Após uma série de países discursarem, condenando a Rússia, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) convocada, em caráter emergencial, para esta segunda-feira (28), em Nova York, o embaixador Ronaldo Costa Filho, representante do Brasil na ONU, reiterou a postura brasileira em busca do diálogo.

Ele disse que a situação na Ucrânia não se justifica, de forma alguma. “O uso de força contra a soberania e integridade territorial de qualquer Estado-membro vai contra as normas e princípios mais básicos e é uma violação clara da Carta da ONU”, destacou.

Conforme a Agência Brasil, o emissário afirmou, ainda, que “o Brasil reforça seus pedidos de um cessar-fogo imediato na Ucrânia, bem como o respeito pelo direito humanitário internacional”.

Frente à ordem de Vladimir Putin para que militares russos deixem de prontidão o arsenal nuclear do país, o embaixador brasileiro defendeu que é preciso cautela, para que as tensões na Europa Oriental não venham a se acentuar ainda mais.

Ronaldo Costa Filho disse que o enfraquecimento do Acordo de Minsk foi uma consequência de ações de todos os lados. Ele lembrou que a falta de aplicação do tratado é um dos motivos usados pela Rússia para justificar o avanço contra o território ucraniano. “Vemos uma sucessão de eventos que, se não forem contidos em breve, levarão a um confronto muito mais amplo. Todos sofrerão, não só aqueles envolvidos na guerra”, advertiu.

Conforme a Agência Brasil, o embaixador não fez críticas diretas a Rússia. No entanto, agradeceu aos países que estão recebendo refugiados, inclusive brasileiros, e pediu a todos os envolvidos que reavaliem as suas decisões sobre o fornecimento de armas, o recurso de ataques cibernéticos e a aplicação de sanções seletivas, que podem prejudicar a economia mundial, especialmente a produção de alimentos.

HistóricoA Rússia atacou a Ucrânia sob o pretexto de uma possível adesão ucraniana à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), grupo militar liderado pelos Estados Unidos. Para Putin, uma possível entrada do país vizinho na organização é equivalente a uma ameaça à sua segurança. A relação entre Rússia, Belarus e Ucrânia começou antes da criação da União Soviética.



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