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Preso durante a ditadura, Geraldo Azevedo se posicionou contra Jair Bolsonaro e afirmou que seu vice era torturador

Da Redação - 22 de Outubro de 2018 | 20h 20
Preso durante a ditadura, Geraldo Azevedo se posicionou contra Jair Bolsonaro e afirmou que seu vice era torturador
Foto: Reprodução/ Instagram

Durante um show, realizado no último sábado (20), dentro da programação do Festival EcoArte Itaitu, em Jacobina, o cantor e compositor pernambucano Geraldo Azevedo se posicionou politicamente contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) e de seu vice, o general Hamilton Mourão.

O artista disse que foi preso durante a ditadura militar, instaurada no Brasil em 1964, e que o vice do candidato à Presidência da República era um dos torturadores do regime. “Olha, é uma coisa indignante, cara. Eu fui preso duas vezes na ditadura, fui torturado, você não sabe o que é tortura, não. Esse Mourão era um dos torturadores lá”, declarou.

Geraldo Azevedo afirmou ainda que o impressiona o fato de “o povo brasileiro não prestar atenção nas evoluções humanas”. Ele se disse indignado com o que, nas palavras dele, pode vir a acontecer no Brasil. “Olha, eu não sei se isso aqui vai entrar em algum choque com a prefeitura, coisa e tal, mas é o meu sentimento de indignação em relação com o que pode acontecer com o Brasil”, afirmou o músico, sob os aplausos da plateia.

O artista finalizou enfatizando que o país enfrentará situações negativas, caso o mencionado candidato e seu vice sejam eleitos. “Essa alegria toda que está tendo aqui vai se perder, vocês estão sabendo disso. O Brasil vai ficar muito ruim se esse cara ganhar”, finalizou, entoando, em seguida, a canção “Sétimo Céu”, cujos versos dizem: “Pois quem tem amor/ Pode rir ou chorar”.



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