Peritos da Polícia Federal (PF) vão recriar, em formato 3D, o prédio do Museu Nacional, destruído pelas chamas no último domingo (2). O objetivo é mapear as causas do incêndio. Além dos policiais federais do Rio de Janeiro, oito peritos da corporação foram enviados ao local para colaborar com a operação, iniciada nesta terça-feira (4)
De acordo o portal de notícias Terra, para entender como o fogo começou, a PF designou peritos de diferentes especialidades. Trabalharão no caso um especialista em incêndios originários de instalações elétricas; três especialistas em incêndios de grandes proporções; dois peritos treinados para reconstituição em 3D; além de dois profissionais especializados em perícia em locais de crime, treinados para encontrar vestígios.
O grupo atuará em conjunto com os peritos da Superintendência da PF no Rio de Janeiro, que acompanham o caso desde o dia do incêndio. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que pelo menos duas equipes da PF estão no local desde a segunda-feira (3), trabalhando na coleta de informações.
Ainda segundo o Terra, para recriar o prédio em formato tridimensional, os peritos estão utilizando um scanner a laser, que capta imagens de diferentes fontes, como drones e câmeras de vídeo tradicionais. Recriar o prédio em versão 3D possibilitará um mapeamento de todos os detalhes, sobre cinzas, objetos e até mesmo marcas do fogo.
A partir disso, os peritos tentarão entender onde o incêndio começou e qual caminho ele percorreu até se alastrar por todo o museu. Ainda conforme o Terra, o trabalho dos peritos tem por objetivo testar todas as possíveis causas. Para tanto, a equipe da PF vai mapear possíveis falhas nas instalações elétricas e buscar vestígios de algum tipo de combustível, identificando, assim, o que realmente provocou o desastre.