Nesta quinta-feira (8), a Procuradoria-Geral da Bolívia prendeu Gustavo Vargas, ex-diretor de Registro Aeronáutico Nacional, responsável por autorizar a operação da companhia aérea Lamia, proprietária do avião que caiu com a delegação da Chapecoense no último dia 29 de novembro.
Na última terça (6), o diretor geral da companhia, que também se chama Gustavo Vargas, pai do ex-diretor, também foi preso junto com mais dois funcionários da empresa. A Procuradoria boliviana está investigando se houve tráfico de influência para permitir que a Lamia funcionasse no país. Por enquanto, a licença da empresa no país está suspensa.
Além das prisões, foram apreendidos também documentos na sede da Direção Geral de Aeronáutica Civil, em La Paz, órgão que abriga o Registro Aeronáutico Nacional. A Procuradoria pode ainda convocar o ministro de Obras Públicas, Milton Claros, para depor.
A Lamia, que foi fundada em 2009, em Mérida, na Venezuela, começou a operar em 2014 e, pouco depois, transferiu sua sede para a Bolívia. A empresa atua principalmente com voos fretados para times de futebol da América Latina.
O avião que transportava a delegação da Chapecoense, matando 71 pessoas, era o único da frota que estava em condições de operar. Um dos sócios da empresa, Miguel Quiroga, era o piloto do voo no momento da tragédia e morreu. A principal hipótese para justificar o acidente é a falta de combustível na aeronave.