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Saúde

Passageiro morto em assalto a ônibus na BR-324 estava indo para presídio

29 de Outubro de 2016 | 09h 22
Passageiro morto em assalto a ônibus na BR-324 estava indo para presídio
Foto: Betto Jr./Correio
O porteiro Josenildo Santos Reis, 41 anos, morto num assalto a ônibus na região da BR-324 nessa quinta-feira (27), estava indo para o Complexo Penitenciário da Mata Escura, onde cumpria pena em regime semiaberto.
 
De acordo com o irmão, o sargento da Polícia Militar, Julício Santos Reis, 48, Josenildo respondia por um crime cometido em 2009. O juiz estava prestes a lhe conceder prisão domiciliar, prevista para dezembro.
 
Julício estava em casa, comemorando seu aniversário, quando recebeu a notícia, por WhatsApp, de que um policial e um passageiro tinham morrido num assalto na região do BR-324. “Em momento nenhum passou pela minha cabeça que o passageiro poderia ser meu irmão. Depois que eu tomei conhecimento, foi um baque”, desabafou nesta sexta-feira (28) no Instituto Médico-Legal Nina Rodrigues.
 
Ainda segundo um cunhado do porteiro, um amigo da família soube do fato pela internet e, ao ver o nome da vítima, ligou para informar o ocorrido. “Foi um desespero, soubemos já por volta da meia-noite e tivemos que poupar os familiares mais velhos”, disse o cunhado.
 
“O problema todo é contar isso para minha avó, que é uma pessoa com quase 90 anos e com problemas de saúde. Ela morava na casa dele e eram muito apegados. A lembrança que eu vou guardar dele é de um cara alegre que, apesar das dificuldades que passava, nunca deixava de lutar", disse o irmão do porteiro”, contou o irmão. As duas câmeras de segurança do coletivo não gravaram o crime, que está sendo apurado.  
 
De acordo com Julício, Josenildo era porteiro de um shopping na Pituba há 17 anos. A esposa dele, que também trabalha no local, estava de folga ontem. O irmão relatou ainda que o porteiro foi preso acusado de ser comparsa de um homem no assalto à uma adolescente.
 
“Nem a vítima e nem o autor acusaram ele, mas quando a polícia chegou, colocou os dois como uma dupla. Ele foi condenado a 5 anos e quatro meses de prisão, injustamente”, defendeu. Josenildo cumpriu parte da pena na Colônia Penal Lafayete Coutinho, em Castelo Branco, antes de ser transferido para o complexo da Mata Escura. O porteiro deixa esposa e três filhos. O enterro será amanhã, às 11h, no Cemitério da Plataforma. 

FONTE: Correio



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