A Polícia Federal deflagrou na manhã de ontem (30), a Operação Simão, que visa coibir crimes eleitorais que estavam ocorrendo no município de Feira de Santana, na campanha para o pleito do próximo domingo.
As investigações iniciaram há cerca de um mês, a partir de requisição do Ministério Público Eleitoral. Durante as investigações constatou-se que a prática ia bem além do cadastramento de eleitores e a promessa de bênção ou maldição. A mesma incluía também a distribuição de gêneros alimentícios em comunidades carentes, a fim de arregimentar eleitores, chegando-se, ainda, à identificação de um esquema de favorecimento na marcação de exames e consultas médicas pelo SUS àqueles que prometiam seu voto ao candidato.
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que, até o momento, não recebeu nenhuma notificação da Polícia Federal ou do Ministério Público.
Leia na íntegra:
A Secretaria Municipal de Saúde vem através desta esclarecer que garante o acesso á saúde para todos os cidadãos através do Sistema Único de Saúde (SUS), como assegura a Constituição Federal, respeitando as diversidades de cor, raça, sexo e religião.
Notícia divulgada pela imprensa na manhã desta sexta-feira, 30, informa que investigações da Polícia Federal estariam sendo efetuadas referente a suspeitas de “intermediação de pacientes" em serviços municipais de saúde, por parte de um candidato a vereador.
Sobre o assunto, a Secretaria de Saúde do Município informa que não foi notificada oficialmente de absolutamente nada a respeito das prováveis suspeitas por parte da Polícia Federal, tampouco pelo Ministério Público Federal. Caso seja solicitada, garante total disponibilidade para que esses órgãos possam realizar todas as investigações necessárias.
A Secretaria Municipal de Saúde não compactua, em hipótese alguma, com o encaminhamento irregular de pacientes para prestação de serviços. Na SMS, todas as consultas e exames são agendados através do sistema de marcação, obedecendo-se a legislação em vigor. Se alguém adota conduta não autorizada, em dissonância com as normas-padrão, deve responder pelos seus atos nas competentes esferas de controle e fiscalização, inclusive internamente.
Com a responsabilidade, competência e respeito que temos com todos os cidadãos, nos colocamos a disposição dos órgãos investigadores, no objetivo comum de coibir quaisquer atos de ilicitude.